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entidade que se responsabiliza pela edição deste Web
Site - o Centro Lusitano de Unificação Cultural -
tem um fundamento filosófico-científico de matriz
esotérica, que nunca deixou de assumir. Muito ao contrário
do que, por vezes, se pensa (?), o esoterismo - o verdadeiro Esoterismo
- nada tem que ver com superstições, crendices e fenómenos
milagreiros, posturas que (juntamente com as do fanatismo, do sectarismo
e da intolerância) coloca entre os grandes obstáculos
à maturação evolutiva do Homem e ao crescimento
para uma consciência mais ampla e mais livre. Propugna pelo
reconhecimento de uma Sabedoria Universal, que atravessa múltiplos
tempos e latitudes (com os seus peculiarismos civilizacionais e
culturais), e que se tem vindo (e continuará) a desdobrar
através das mais diversas formas e tradições
- religiosas, filosóficas e científicas - capazes
de contribuir para a sua compreensão. Entende o espírito
e a matéria como os dois pólos (ou o pai e a mãe,
de cuja relação nasce a consciência individual)
da Vida universal que os sintetiza e, por isso, sustenta a possibilidade
de uma (cons)Ciência do Espírito ou Ciência Esotérica
- incidente sobre o mundo interno de causas, valores e significados
- da mesma forma como se considera possível uma Ciência
da Matéria - o mundo externo dos efeitos fenoménicos,
dos objectos e significantes.
Há alguns anos atrás, numa conferência pública,
(depois reproduzida em livro), expressámos a ideia que anteriormente
tinhamos formulado inúmeras vezes e que não temos
cessado de repetir, por estas ou por semelhantes palavras: Na verdade,
o espiritualismo não é - não deve ser - um
terreno onde toda e qualquer afirmação possa ter validade,
onde, entre a fantasia ou o sensacionalismo e a realidade, não
existam critérios de distinção e de valia.
Os mundos suprafísicos, como o plano físico (afinal,
o Universo inteiro), são regidos por leis que podemos chegar
a conhecer e, com base nesse conhecimento e nessa compreensão,
podemos então aferir a validade (ou não) de cada afirmação
- à luz da ciência".
Alturas existem em que um conceito ou um entendimento pode clarificar-se
com mais nitidez dizendo o que não é do que (simplesmente)
expressando o que é. Por isso, numa questão sobremaneira
importante para nós, e atendendo às muitas conotações
erróneas ou equivocadas que hoje se associam à palavra
"esoterismo" (chegando, sem mais, a identificá-lo
com o que seja estranho ou incompreensível), procuraremos
acrescentar e enfatizar alguns esclarecimentos pela negativa.
Se o Esoterismo é - se o Esoterismo fosse - o negócio
dos videntes, dos cartomantes e dos vendedores de ilusões
douradas (só acessíveis a quem os conhecesse e lhes
pagasse) ou de desgraças tenebrosas (a que só escapariam
os que acreditam neles) - por favor, não restem dúvidas
de que estamos contra.
Se o Esoterismo é - se o Esoterismo fosse - o campeonato
do sensacionalismo, da charlatanice, do insólito e da bizarria
de modos, gestos, rituais, poses, vestes e teatralismos que alguns
pretendem fazer supor que é - por favor, risquem-nos da lista.
Se o Esoterismo é - se o Esoterismo fosse - os enredos das
novelas iniciáticas ou de mistério, em que alguns
se publicitam como heróis (do absurdo e da vacuidade) e,
assentes em gigantescas campanhas de marketing (que criam best-sellers
antes mesmo de os livros existirem), escrevem livros por encomenda,
a metro e ao quilo, gerando rios de lucro - por favor, faça-se-nos
a justiça de reconhecer que nada temos a ver com isso.
Se o Esoterismo é - se o Esoterismo fosse - as puerilidades
dos que se expõem aos media ignorantes (ou sem critério,
ou ávidos de baixa comédia), para desfiarem meia-dúzia
de vergonhas e, ao serem apresentados como representantes dos meios
esotéricos, o cobrirem, sem escrúpulo nem consciência,
de desprestígio e ridículo (sob a tutela e o olhar
de troça complacente dos representantes da cultura religioso-científico-político-intelectual
vigente) - por favor, registe-se que é outra a nossa bandeira.
Se o Esoterismo é - se o Esoterismo fosse - mais um meio
de alienação ou de autocentramento, de busca de "graças
pessoais" e egoístas, de indiferença ou insensibilidade
aos problemas e à imensa dor do mundo; se é - ou fosse
- um conjunto de atitudes que acabem por dar razão aos lugares
comuns sociológicos sobre "a crise de valores das sociedades
em mutação, sobretudo nos espaços suburbanos
e desumanizados" e sobre os "receios do fim do mundo com
a aproximação do ano 2000, porque as avós diziam-que-se-dizia
que a 2000 chegarás, de 2000 não passarás,
e nos momentos de crise essas memórias emergem do subconsciente"
- por favor, não contem connosco para o alimentar.
Se o Esoterismo é - se o Esoterismo fosse - uma infracultura,
uma abdicação (em vez de um ir mais além) da
racionalidade, um arrazoado de proclamações de supostos
gurús e sapientíssimos embaixadores de estrelas distantes
que viriam até nós dizer vulgaridades ou disparates
que fariam corar de vergonha qualquer adolescente de mediana sensatez
ou inteligência; se é - ou fosse - as referências
às frotas de naves intergalácticas (transportando
homens com oitenta quilómetros de altura!!!) estacionadas
em frente da janela duma casa num bairro qualquer, enfim, o pisotear
de qualquer sentido de uma ordem universal e sua compreensão
sob a forma de leis - por favor, tome-se nota de que ninguém
se lamenta e choca mais do que nós.
Mas se - como sustentamos - o Esoterismo, na sua prístina
pureza, é uma Cultura muito mais ampla do que a Cultura (?)
comum; um conjunto sistemático e coerente de princípios
e de valores mais abarcantes; uma Sabedoria Universal que integra,
fundamenta e sintetiza as múltiplas expressões científicas,
filosóficas, religiosas, éticas e, mesmo, estéticas;
um alfobre de compreensão e de soluções para
todos os sectores da actividade, do esforço e do conhecimento
da Humanidade; um casamento equilibrado entre a inteligência
e a compaixão, entre a sabedoria e o amor, entre a lucidez
e o sonho construtivo, entre o divino e o humano - então,
aqui está o Centro Lusitano de Unificação Cultural
para ajudar a evidenciar que assim é. E para colaborar, de
braços abertos, mas sem devaneios inconsequentes, com todos
aqueles que - na Educação, na Arte, na Ciência,
na Política, na Psicologia e na Filosofia, na resolução
das questões económicas, no labor filantrópico,
na prevenção e denúncia do racismo e da xenofobia
- estão dispostos a trabalhar por um mundo melhor.
José Manuel Anacleto
Presidente do Centro Lusitano de Unificação Cultural
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