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| Nova Era - o que é e o que não
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“Como
todo o fluir universal se desenvolve ciclicamente, já houve
e haverá muitas Eras. Quando um ciclo começa a declinar,
aproximando-se do seu fim, torna-se velho; quando um outro se apresenta,
fala-se, logicamente, numa Nova Era.
É
nestes precisos termos que podemos aludir à Nova Era. Estamos
efectivamente, na faixa de transição de
um ciclo do 6º Raio de Peixes para uma Era do 7º Raio
e de Aquário. Há muitos outros ciclos, maiores ou
menores do que estes de cerca 2 160 anos – ciclos que os englobam
ou em que eles se subdividem. No entanto, repetindo o que já
foi explicado por alguns discípulos da Nossa Fraternidade,
estas Eras correspondentes a 1/12 de uma Roda Zodiacal e
a 1/7 do total das diferenciações maiores (Raios)
que se contêm na Luz-Substância universal, são
de uma particular importância. Na verdade, encontram-se a
meio termo entre a suficiente duração e a suficiente
ponderabilidade, respectivamente, para a Hierarquia e para a Humanidade.
Por outro lado, as diferentes combinações entre os
sistemas energéticos duodenário e septnário
“dirão” algo de muito sugestivo para todo o estudante que
conheça o suficiente de Ciência Esotérica para
se abalançar ao estudo das 7 + 5 Hierarquias Criadoras
A
Nova Era é e será um facto – até que as suas
influências e características se estabilizem e deixe,
por isso mesmo, de ser “nova” -, independentemente de todas as insensatas,
infundadas e exageradas afirmações de muitos dos que
confusamente falam em seu nome (e que conduz alguns outros a evitar
referências a um conceito já vulgarizado e rebaixado).
É e será um facto, porque configura um novo contexto
energético – e não porque vá gerar instantaneamente
o “paraíso” sobre o tremendo inferno terrestre. E é
e será um facto, porque o início de todos os ciclos
está repleto de potência e de esperança, de
forças regeneradoras e primaveris, de distintos paradigmas
e possibilidades inovadoras. Cada etapa da evolução,
individual ou colectiva, inicia-se com uma Idade de Ouro; e o bom
aproveitamento dessa pureza inicial, utilizando todo o dinamismo
existente (sem a macular), condiciona grande parte do bom sucesso
do Plano para esse particular ciclo. Eis porque o momento presente
é tão sobremaneira importante. Abençoados,
pois, os que souberem manter aquela pureza, com recta intenção,
discernimento equilibrado e determinação construtiva.
O seu trabalho é bem difícil, visto que, em contrapartida,
não falta quem se aproveite da ingenuidade de muitos dos
que começam a despertar e a ser sensíveis às
novas influências, para servir os seus propósitos pessoais,
inescrupulosamente mesclando o que é de origem divina com
os instintos e manifestações diabólicos
: o divisionismo, o egoísmo, o separatismo, a ignorância,
a superstição, o negócio à conta do
supostamente sagrado, os mil e um expedientes ilegítima e
pomposamente denominados de “terapias espirituais”.
Por
isso, Meus amigos, se quereis manter vivos e cristalinos os melhores
ideais de uma Nova Era, permanecei lúcidos e sensatos. Não
tenhais receio de questionar a razoabilidade de todo o folclore
chamado “New Age”, em que há tanto do pior já “velho
e relho”. Não tenhais medo de trazer à luz do dia
as dúvidas que não ousais confessar sobre os prodígios
miraculosos que tantos pretendem vender, à custa do preconcebido
instalado de que “não se pode duvidar”, “é preciso
ter fé”. Se “é New Age é bom”, “sou a favor
de tudo o que é espiritual”, “quem sou eu para julgar?”,
“se os outros dizem que é bom, deve ser bom”. Lembrai-vos
da história do imperador que ia nu... Tendes o direito e
o dever de vos questionardes sobre tudo, e de vos procurardes
informar (consultando as obras que são manifestamente sérias
e não as que o proclamam com base na esterilidade, no vazio
e no sensasionalismo gratuito) sobre o que tem ou não valia
e fundamentação, para saberdes distinguir o trigo
do joio – com sensatez, humildade, conhecimento e sinceridade.
Esse,
para muitos de vós, é o melhor serviço que
podeis prestar ao Advento de uma Nova Era – de universalismo, de
vivência grupal discernida, de espiritualidade esclarecida,
de ciência amorosa e intuitiva, de magia branca inteligente
aplicada como Serviço organizado ao Bem Geral.”
Extraído
do livro Cartas
de Luxor.
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