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| Actividades do Centro Lusitano |
O
Dia do Perdão
Ao
aproximar-se a viragem de página de um milénio, segundo
padrões de contagem de tempo convencionados em grande parte
do planeta, torna-se oportuo, sente-se o apelo interior de uma auto-regeneração
global que permita olhar e perspectivar o futuro de um modo verdadeiramente
novo, em que prevaleçam o respeito pela Natureza, a cooperação
entre os povos, a aceitação e a partilha das diversidades
culturais, a superação dos desequilíbrios que
afectam a Humanidade. Esse outro porvir, contudo, só se tornará
presente se o anseio por um mundo melhor brotar da raiz mais íntima
de todos nós e se exteriorizar em cada um dos dias das nossas
vidas.
Para tanto, é urgente que nos reconciliemos connosco próprios,
com os nossos semelhantes, com o mundo, com a Vida - como se o Universo
inteiro dependesse de cada um dos nossos gestos.
O ano 2000 aí está! Tal facto é portador de
uma ímpar e enorme carga simbólica de mudança
que a todos toca e que seria pena limitar a fugazes euforias. Esta
carta encerra um apelo para uma vivência diferenciada
dessa mudança: contribuir para dar um relevante impulso
para a conquista de uma consciência solidária e universalista,
através da união da Humanidade em torno de um propósito
em que se possa envolver edificantemente.
Esse propósito seria traduzido numa acção
global, a partir de Portugal, à escala planetária,
centrada na ideia de perdão e reconciliação,
que nos liberte dos ressentimentos do passado e permita germinar
as sementes de um futuro de paz e alegria. Na verdade, não
pode haver paz enquanto não houver perdão nos corações,
em todos os corações!
Assim, nos últimos 3 dias de Dezembro de 1999, todos aqueles
que se sentissem tocados por esta ideia depositariam simbolicamente,
num lugar expressamente preparado para tal fim, em qualquer aldeia,
vila ou cidade do Planeta (por exemplo, numa praça pública),
uma flor, um ramo de oliveira, de alecrim, de alfazema ou, ainda,
uma pequena planta, num receptáculo apropriado. O lugar
deveria apresentar um padrão mínimo de dignidade e
beleza que, implicitamente, a acção requer. Essas
flores, ramos e plantas seriam, então, recolhidas no dia
1 de Janeiro, Dia Mundial da Paz, e lançados aos rios mais
próximos, ou directamente ao Mar - esse meio de união
entre todos os povos.
Como gesto culminante, sugerimos também (ou em alternativa)
que os momentos antes da meia--noite de 31 de Dezembro (1
minuto, ou alguns segundos) sejam vividos em silêncio e,
se possível, de modo colectivo. Referimo-nos a um silêncio
que toque o mais fundo do nosso Ser, fazendo brotar a genuína
alegria e o autêntico propósito de mudança interior
e de cooperação construtiva.
O contributo a que lhe fazemos apelo poderia concretizar-se através
de uma intervenção pública ou de um artigo
escrito na imprensa, de uma entrevista a um meio de comunicação
social, de uma conversa com outras pessoas, figuras públicas
ou membros de instituições, a que esteja ligado, enfim,
através de quaisquer iniciativas que permitam espalhar universalmente
a ideia.
Afinal, é-nos pedido tão pouco para ajudar a melhorar
a Terra.
Muito Obrigado
Nota:
Esta carta é também enviada aos meios de comunicação
social, artistas, cientistas, escritores, políticos, dignitários
de diversas religiões, figuras públicas e da cultura
em geral, universidades, associações, federações
e variadíssimas outras instituições espalhadas
pelo mundo inteiro.
Visite
o Web Site do Dia do Perdão
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ou instituições, por favor, faça o "download"
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