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LUZES
DO OCULTO
Perguntas
com resposta
(Extraídas do livro,
com o mesmo nome, editado pelo Centro Lusitano de Unificação
Cultural)
1
P)
O que é Deus?
R)
É o Ser Absoluto, Eterno, Incriado e, em Si Mesmo, Infinito
e Incondicionado. É Aquele que, por Ser, permite que todas
as coisas sejam. É a Causa de todas as Causas, a Essência
de todas as existências.
Dele,
ciclicamente promana um raio (um fragmento da sua inesgotável
e perpétua Essência) que dá origem a todos os
Universos em manifestação; é Ele que lhes dá
o Ser, é Ele a Fonte de onde brotam e aonde, por fim, retornam;
é o seu ponto absolutamente sintético, irradiante
e reabsorvente, porém, ainda assim, permanece além
deles como incessante movimento (que, entretanto, é eterna
e inalterável quietude).
2
P)
A existência de Deus pode ser provada?
R)
Se não houvera Deus, que é o Puro e Incriado
Ser, vós
não seríeis, nem nada seria. Não
estaríeis
a colocar essa (ou qualquer outra) pergunta, nem o vosso coração
palpitaria de Vida, nem teríeis o Alento e a Identidade que
não podeis negar. Eis aí a prova.
3
P)
Onde está Deus?
R)
Deus está em tudo como essência
pura, isto é como Ser, como Presença e Potência
de Vida; está dentro de vós (onde O tendes de encontrar),
está em todos os seres à vossa volta (onde igualmente
se revela), está em tudo quanto existe (e que só pode
existir porque Ele é)
Na
verdade, todo o Universo se contém na Sua prodigiosa Mente,
como um pensamento que adquiriu forma. Ele penetra, alenta e sustenta
o Universo inteiro com um fragmento de Si Mesmo (como Deus Imanente,
ou melhor, na Sua Natureza Imanente, que é aquela que podeis
conhecer) e, entretanto, permanece (como Deus Transcendente e Inefável)
mais além de toda a manifestação. Aludimos,
como muitos de vós haverão constatado, a uma passagem
do Bhagavad Gita (IX, 4-5), livro sagrado do Oriente. No entanto,
podeis encontrar o mesmo ensinamento aqui repetido nas Sagradas
Escrituras do Cristianismo (por exemplo, Actos, XVII, 25-28 ou I,
Coríntios, III, 16, etc) e, inclusivamente, no Corão
(II, 115, ou XVII, 43-44, por exemplo).
4
P)
Mas, por exemplo, como pode estar Deus nas pedras, se nelas
não existe Vida?
R)
Mesmo nas pedras existe actividade, palpitação de
vida. Se assim não fosse, não seriam possíveis
as associações moleculares, as combinações
dos elementos por atracção simpática ou magnética.
Se tudo fosse inerte, se não falasse a inteligência
electiva da natureza, se não houvesse resposta consunante
às leis Universais (que são a expressão evidente
de Deus), não presenciaríamos tais relacionamentos,
tal movimento multicolor, gerador e anunciador de vida.
5
P)
Há, em outros lugares do Cosmos, elementos químicos
diferentes dos existentes na Terra?
R)
Sim, Designadamente, existem universos físicos com matéria
mais velha, digamos assim, com maior número de anos de evolução,
e que possuem elementos químicos ainda não gerados
nesta, não obstante, vastíssima área galáctica
do Universo Macrocósmico em que se insere o nosso sistema
solar.
6
P)
No futuro haverá menos referência a Deus?
R)
Talvez se fale menos em Deus (cumprindo-se o mandamento de não
invocar o Seu nome em vão, ou seja, para as pequenas coisas
da personalidade separatista) mas, em contrapartida, será
muito mais compreendido (em termos mais científicos e menos
devocionalistas) e vivenciado interiormente, de acordo com o progresso
evolutivo da Humanidade. Gradualmente, as concepções
antromorfizadas da Divindade ir-se-ão extinguindo, restaurando-se
a prístina Religião-Sabedoria sob bases científicas
e, simultaneamente, entretecidas na vivência do Amor.
7
P)
Qual o verdadeiro Nome de Deus?
R)
Como deus Transcendente, Que permanece além de qualquer condicionalismo,
limitação ou relatividade, Ele é (O) Inominável.
Como Logos Manifestado, o Seu Nome é o Som, o Verbo que cria,
sustém (e, por fim, dissipa) os mundos. Quem conhecer totalmente
esse Som, o verdadeiro Nome de Deus, torna-se plenamente Uno com
Ele e mergulha no Grande, grande Silêncio. Só a Divindade-Ela-mesma
pode, pois, emitir por completo o Seu Nome Oculto; cada entidade
diferenciada no espaço e no tempo, contudo, é um ínfimo
(mocrocosmicamente ínfimo) fragmento desse Som, cuja emissão
tem o tempo de duração do Universo.
8
P)
Quer dizer, então, que o Nome de Deus não
é Jeová?
R)
Seguramente que não. Jeová é um nome atribuído
ao Espírito de Raça do povo judeu, isto é,
a uma entidade suprafísica, do Reino Dévico (um deus
mas, não, Deus), que tutela (e, ao mesmo tempo, se alimenta
com) as energias do referido povo.
11
P)
Porque se dá a existência universal?
R)
Para possibilitar a vivência do Amor, nas mais distintas formas,
entre todas as partes que integram o Grande Todo. Tal é o
motivo por que a Unidade se desdobra na diversidade que no seu Seio
se continha como mera latência; quando a essência se
torna existência (o-modo-de-ser-externamente), a diversidade
faz-se actuante mas, em última instância, dentro dos
limites da Unidade (pelo que todos viremos a assumir a Consciência
da Unidade). Reparai bem que o Amor, que é relação
, implica diversidade.
12
P)
O que é o Homem?
R)
É um Eu Divino, uma Centelha ou Mónada da (na) Divindade
Universal, um Ser Espiritual que, para realizar certas experiências
e desdobrar os modos de expressão da Consciência Divina
que tem latente, está envolto em formas materiais. À
medida que o trabalho evolutivo do Ser Humano vai sendo completado,
as formas são reabsorvidas no Homem Espiritual que as emanou
e ele, por sua vez tendo manifestado, através de si, a
Glória da Luz Divina -, retorna ao Centro Divino do Universo,
o Grande Espírito em que todos os Espíritos se contêm
e comungam.
13
P)
O Universo, o Ser Humano, e todos os outros entes, foram
realmente criados por Deus?
R)
Sim, se por tal se entender que é Deus que lhes dá
o Ser a possibilidade de Ser do Seu próprio Ser. Mas
se, por criar, se entende dar-lhes o ser, a partir do nada, então,
a resposta é negativa. O Universo e todos os seres que o
povoam (incluindo o Ser Humano) participam eternamente
da Eterna Substância Divina, que é
tudo quanto existe, ou melhor, tudo quanto É. A Vontade Criadora
Divina é o primordial Querer colectivo de todos os seres
e nenhum se exclui que no Ser Divino têm a sua Raíz,
a sua primeira e última Morada, a sua Pátria Divina.
Assim,
diremos antes que Deus, Fonte de toda a Vida e de todo o Ser, jorra
ou emana os universos (e os seres que neles se manifestarão)
para a cíclica peregrinação pelos mundos da
Forma, ao final da qual regressam ao repouso no seio do Grande Todo.
Em cada novo ciclo, partindo de patamares mais elevados e atingindo
expressões finais muito mais excelsas, novamente as miríades
de entidades que se abrigam no Todo Divino despertam para o Trabalho
do Espírito com a Matéria (na Matéria e através
da Matéria). Sempre que assim acontece, a Divindade concebe
e mantém imaculado o Plano do novo Cosmos, enquanto inúmeras
hostes de seres espirituais executam esse Plano, constituindo uma
série de maravilhosas hierarquias de construtores de mundos
e de formas.
Deste
modo, é Deus o Supremo Arquitecto, Conservador e Sintetizador
do Universo; são inúmeras as legiões de seres
que trabalham sob a Sua Protecção e Alento, para executarem
o Seu Plano; todas as entidades existentes no Universo têm
Ser porque Deus É (eternamente) e, assim, permite que sejam;
por conseguinte, todas essas entidades são eternas e, por
isso, apenas as suas formas externas (mas não o seu verdadeiro
Ser, espiritual) são criadas no espaço e no tempo.
Em
resumo: muito mais do que o Criador, Deus É o Ser de todos
os Universos e de todas as Individualidades.
14
P)
Qual o sentido da vida?
R)
A progressiva manifestação das potencialidades da
Consciência Divina, de que todos têm, interiormente,
uma indestrutível semente.
15
P)
O que é ou em que consiste o Espírito?
R)
O Espírito é a Essência Divina, una, indivisível
e imortal, que (em si mesma e no seu próprio Plano) não
tem corpo nem forma. Podemos dizer que paira sobre o homem mortal,
pois apenas a sua emanação de luz os seus raios
penetra e anima os corpos humanos. Habitualmente, prescindindo
de um extremo rigor, usamos as palavras Espírito e Mónada
como sinónimos.
22
P)
Porque não temos uma evidência da verdadeira
Realidade que nos guie e que, além do mais, nos evitaria
que nos perdêssemos nas falsas realidades?
R)
No nível em que sois absolutamente livres, porque puros Espíritos,
haveis escolhido encarnar em mundos de materialidade, perdendo a
evidência da Realidade e envolvendo-vos na irrealidade para
que, iluminando-a e sublimando-a, pudésseis transmutá-la
em Realidade. Esse despertar de consciência é justamente
o que estais, degrau a degrau, conquistando, com o vosso próprio
esforço evolutivo. Porque sois Filhos de Deus, não
vos podeis verdadeiramente perder mas, tão-só experimentar
muitos caminhos (com todos eles aprendendo). Alguns afastam-vos
temporariamente, outros conduzem-vos por uma via mais directa para
a autêntica Realidade; mas esse é o processo que escolhestes
em cuja escolha haveis participado e, de qualquer modo, nada
pode evitar eternamente o retorno à Luz Eterna.
23
P)
Julgo poder afirmar que a maioria de nós, Humanidade,
sentimos uma imensa solidão e um abismo que nos separa de
Vós, a quem chamamos Mestres; um abismo entre a nossa pequenez
e a voz firme e brilhante que suspeitamos lá no Alto, onde
estais. Porquê este abismo e este terrível silêncio
que nos amargura?
R)
Não estais sós, discípulos amados. A Hierarquia
é o símbolo vivo, a inabalável garantia disso
mesmo. Não existe esse abismo entre nós mas, sim,
um entrelaçar de mãos, numa imensa fileira ininterrupta
por onde passa uma grandiosa corrente de Amor e a afirmação
da Presença Divina. O Amor não se vê com os
olhos físicos mas vibra e faz-se sentir. Abri os vossos corações
e aprendei a sentir a ver com os olhos do Espírito.
A
Realidade Divina de que todos somos partícipes e o Amor
de Deus que nos une são sussurrados no Universo, de coração
em coração, por uma longa cadeia, uma longa Hierarquia
que procede de Ser Supremo e se vai alargando através de
Deuses Menores, Mestres e Discípulos, até chegar à
Humanidade comum, continuando-se ininterruptamente através
de todas as suas graduações e projectando-se ainda
para os Reinos inferiores (Animal, Vegetal e Mineral). Cada ser
do Universo constitui um pequeno degrau nessa imensa escada de Jacob,
fazendo a ligação entre o que está imediatamente
acima e o que está imediatamente abaixo. Por isso, os Nossos
Discípulos são os Nossos irmãos mais jovens
e, porém, os vossos irmãos mais velhos e os intermediários,
nesse vosso mundo, das realidades dos Céus (os Planos Superiores).
Na
verdade, uma parte de vós aliás, o vosso autêntico
Eu habita esses Céus; mas sabemos como é preciso
um enorme esforço para perceberdes e vivenciardes essa realidade.
Só com esforço, só com um grande esforço
de aprimoramento, vos tornais mais subtis, mais leves e cristalinos,
de modo a poderdes elevar-vos e antever uma realidade superior.
A conquista é árdua e morosa; todavia, o Nosso Amor
está convosco e a Nossa força irmanada, também.
Lembrai-vos:
em todo o Universo, de Mundo para Mundo e de Reino para Reino, a
linguagem do Amor é a garantia da continuidade e do fluir
universal da doação do Ser, da comunhão das
criaturas. Até os Reinos abaixo de vós beneficiam
desse enlace e a sua segurança e a sua afirmação
de existência decorrem naturalmente de vós. Nenhuma
unidade de vida, por ínfima que seja, pode estar só:
todas integram a sublime Identidade Divina.
24
P)
Se é pela Vontade Divina que o Uno se desdobra ciclicamente
em Universos manifestados, porque é que a dor e o sofrimento
são necessários para o Retorno ao Seu Seio?
R)
Na densificação da energia universal, que constitui
a vinda à Manifestação dos mundos, a dor é
o caminho mais directo e mais fiel para a Ascensão, para
o retorno à Pátria Divina. A dor desnuda o ser, delapidando
e revelando as potencialidades da Alma aprisionada na carne; aguça
e desperta a sensibilidade, a percepção e a capacidade
de comunhão com o mundo (e com os vossos companheiros de
jornada evolutiva) que, de outro modo, permaneceriam entorpecidas
pela lassidão proveniente de um fraco, limitado e enganoso
bem-estar.
A
dor é a inevitável consciência da limitação
e é essa consciência a única que pode incitar
à superação dessa mesma limitação.
Como Eus Divinos, nós próprios o assumimos e aceitámos,
quando nos dispusémos à longa viagem pelos mundos
da forma, com todas as experiências e relações
que neles é possível vivenciar.
27
P)
Para que encarnamos?
R)
Para aprender (através das experiências que cada nova
existência proporciona), amar, evoluir e servir.
28
P)
Se existe reencarnação,
quer dizer que eu posso vir a ser um animal?
R)
Não. O ser humano partilha
com os animais a mesma natureza física fundamental, bem como
muitos instintos (que formam o seu subconsciente), mas distingue-se
claramente desses irmãos mais jovens por:
Ser auto-consciente, o que decorre de
Ter o Princípio Mental activado (embora
muito pouco, nas primeiras etapas) e, assim, um corpo mental definidamente
constituído e formalmente organizado, o que lhe permite
Ter uma ligação individualizada
entre o Espírito (que é pura unidade) e as formas
materiais (diferenciadas e separadas) e, assim,
Ter uma Alma individual, enquanto que a evolução
animal se processa através das chamadas Almas-Grupo (ou,
melhor, das Almas colectivas, visto que se trata de uma consciência
colectiva e, não, de uma consciência grupal, no seu
sentido superior, própria da evolução super-humana).
Consequentemente,
é impossível anular tais conquistas evolutivas, regressando
ao Reino Animal (ocultamente, o 3º Reino da Natureza, que antecede
a entrada no 4º Reino, o Reino Humano). Além do mais,
representaria efectivamente (como já alguém fez muito
bem notar) a negação do escopo das reencarnações,
que são sucessivas oportunidades de aprendizagem evolutiva.
Mesmo quando não existe, numa particular encarnação,
qualquer progresso, mesmo quando não se cometem as mais viciosas
acções (físicas, emocionais ou mentais) e se
gera um pesado Karma negativo, não existe a regressão
evolutiva para o Reino Animal.
29
P)
Se existe reencarnação, por que é que eu não
me lembro de vidas anteriores?
R)
No final de cada encarnação
(com o descartar da Forma), o somatório de experiências
concretas sublima-se e subsume-se, de Plano em Plano, até
à sua impressão derradeira na Alma.
A
Alma é muito mais do que a Personalidade encarnativa; esta
é apenas uma sua extensão, um seu aspecto que não
a representa em plenitude. Assim, de cada vez que a Alma envia um
seu raio (um seu braço) à encarnação,
não trazeis ao Mundo Físico senão a síntese
e a essência motivadora e impulsionadora de um propósito
definido e muito particular, relativo à nova existência.
As memórias definidas das vidas passadas ficam no domínio
da Alma, à qual não tendes vulgarmente acesso, porque
permanece no seu próprio Plano. Fisicamente, não tendes
recordações das vidas anteriores, uma vez que já
não dispondes do(s) mesmo(s) instrumento(s) físico(s)
nomeadamente o cérebro dessas outras vidas. Contudo,
em cada novo nascimento, trazeis latentes as capacidades tão
diferentes de indivíduo para indivíduo que haveis
desenvolvido nas encarnações anteriores. E essas potencialidades
e não a memória de factos concretos são
o que verdadeiramente importa.
30
P)
E o que há de verdadeiro sobre os métodos,
actualmente tão em voga, que afirmam a possibilitar a regressão
de consciência a vidas passadas?
R)
Pelo exposto na resposta anterior, compreendereis que, a menos que
o ser humano seja tão evoluído que possa, pelos seus
próprios meios, elevar-se aos Planos e à Consciência
da Alma, tal percurso de regressão da consciência não
é viável muito menos por processos exteriores, por
condução de um passaporte para Planos normativa
e factualmente inacessíveis à consciência comum
da Humanidade presente.
Regra
geral, o que acontece, nas sessões ditas de regressão
de consciência, sob a estimulação ou condução
astralizante do indutor ou orientador, é a dramatização,
onírica e simbólica, de medos ou desejos ocultos e/ou
recalcados, por vezes conducente também à sintonização,
por afinidade ou simpatia, com determinadas imagens pasmadas na
Luz Astral (a mais baixa e desvirtuada expressão do Akasha),
resultantes das vivências de qualquer entidade.
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