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| Ritual da Circulação de
Luz |
FINAL
Concluindo a fase anterior, haverá um
momento de silêncio e, novamente, a pronúncia da Invocação
Universal. Depois, durante breves instantes, todos os participantes
se reunirão num apelo silencioso para que desçam sobre si e sobre
o mundo as energias do Amor, da Harmonia, da Paz, da Fraternidade
e da verdadeira Cura.
Em seguida, ao som de
uma música de grande intensidade épica, entrará na sala, vindo do
topo fronteiro ao Altar e dirigindo-se até cerca deste, um cavalo
branco, cujo cavaleiro transportará uma imensa Bandeira, igualmente
branca, gravada com 2 singelos mas belíssimos símbolos, de sentido
universal: uma taça e, sobre ela, uma estrela, em amarelo e dourado.
A encimar a Bandeira, encontra-se a insígnia de Shamballa – uma
magnífica Flor-de-lis em suaves tons dourado e prateado.
O símbolo do Cavalo Branco – representativo
do quaternário inferior completamente dominado e transmutado – é
um símbolo universal associado aos Grandes Avatares, Instrutores
e Salvadores do Mundo (1). Na tradição oriental, fala-se no “Avatara”
do Cavalo Branco, a culminante manifestação hipostática de Vishnu,
segundo os brâmanes; o Buddha Maitreya referido no Budismo setentrional,
ou Sosioch, o Salvador masdeísta (a religião precedente de Zoroastro),
tal como, numa tradição islâmica, o vindouro Iman, comandarão
um cavalo branco. Da mesma forma, o Senhor Buddha (Siddharta Gautama)
iniciou a longa peregrinação que o conduziu até à suprema iluminação
montado num cavalo branco. Mais próximo de nós, temos os versículos
do Apocalipse, referindo-se ao Senhor Cristo: “Vi aparecer então
um cavalo branco e o seu cavaleiro tinha um arco; foi-lhe dada uma
coroa, e ele partiu como vencedor para tornar a vencer” (VI, 2);
“Vi ainda o céu aberto: eis que aparece um cavalo branco. O seu
cavaleiro chama-se Fiel e Verdadeiro, e é com justiça que ele julga
e peleja” (XIX, 11).
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(1) Sobre este tema, pode
ver-se o Nº 8 da Revista “Biosofia” (Centro Lusitano de Unificação
Cultural, Inverno 2000/1).
O grande Estandarte será
entregue a um dos oficiantes do Ritual, que o erguerá e hasteará
(no dispositivo preparado para o efeito), enquanto se ouve o repicar
de sinos.
Haverá, então, o grande
apogeu final. A sequência de músicas é arrebatadora. Os participantes
darão as mãos durante alguns minutos. A certo momento, todos empunharão,
novamente, os seus estandartes – um mar imenso e pujante de cor
-, enquanto grandes pendões se agitarão nos topos laterais. Uma
prolongada chuva de pétalas de flor cairá sobre todos, qual bênção
celestial. Voltarão a acender-se taças de fogo e archotes que transmitirão,
sucessivamente, o fogo entre si. Entrarão crianças que, alegremente,
de mãos dadas, rodarão em torno da mesa onde permanece a taça com
as rosas.
Ao fim de cerca de 12
minutos, a música desce para um tom intimista. Os estandartes baixam
e, em ecrãs preparados para o efeito (1), surgirá a projecção de
um filme de cerca de 4m 30s, concebido por um dos responsáveis do
CLUC, que resumirá todo o propósito evolutivo que subjaz a este
Ritual. Cada imagem está indissociavel e impressivamente ligada
a cada acorde da música, terminando numa imensa fulgurância de luz
grupal. O fim do Ritual resume, em momentos de grande comunhão e
profunda alegria, toda a força, todo o sentido, todo o propósito
deste grande Serviço.
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(1) Graciosamente cedidos
por um irmão a quem devemos muitos outros importantes trabalhos.
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