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P e s q u i s a r

Introdução
Um Pouco de História
Considerações Gerais Sobre o Ritual
Entrada
Abertura
Entrada dos Estandartes dos Sete Raios
Visualização
Ritual de Circulação de Luz
Ritual da Consagração ao Serviço
Final
Gratidão
 

 

Ritual da Circulação de Luz

 

GRATIDÃO

Todo o Ritual é um maravilhoso acto de Amor, não só na sua vivência como, muito antes, na sua preparação – que, na realidade, começa logo a seguir ao términus do ano anterior. Envolve muitas vontades, muitas dedicações, uma longa e persistente colaboração a muitos níveis.

Ao longo das páginas anteriores, deixámos, aqui e ali, testemunhos de gratidão. Sentimos agora o dever de generalizar e tornar tão abarcante e justo quanto possível, um grande, grande – imenso, imenso – agradecimento a todos.

Em primeiro lugar, com parcimónia mas reverência, somos gratos aos Mestres sublimes sob cuja égide e indicação se realiza este Ritual. Deles provém uma nunca interrompida protecção e correntes de inolvidável inspiração.

Necessários se fazem sempre os receptores, intérpretes e colaboradores dessa inspiração. Os responsáveis do CLUC assumem, discreta mas decididamente, esse trabalho. Ademais, parcelas importantes da concepção – em todos os aspectos referentes à música, às cores e materiais, ao simbolismo, às diversas sequências, à criação de ambientes – estão-lhe humanamente confiadas. Os Mestres nunca se ocupam do que mãos humanas podem e/ou devem (de acordo com a Lei) levar por diante.

Contudo, nunca os responsáveis do CLUC conseguiriam realizar sozinhos um trabalho tão grande e multifacetado, cuja execução concreta se desdobra em tantos aspectos. Em 2001, por exemplo, chega a haver um total de 150 colaboradores, embora em diferentes níveis de envolvimento. A todos deixamos sentidas palavras de reconhecimento. Entretanto, consideramos justas algumas expressões de gratidão mais individualizadas:

- Para a irmã que, com impecáveis zelo, competência, dedicação, lealdade, sacrifício e capacidade organizativa, reparte connosco as responsabilidades de coordenação de todas as tarefas de preparação, contribuindo de modo relevante para que tudo surja e se suceda nos tempos necessários, sempre num clima de grande harmonia, fraternidade, alegria e respeito, desenvolvendo ainda, incansavelmente, muitos outros trabalhos práticos;

- Para todos os irmãos que, a partir de 1996, têm vindo a colaborar no envio da volumosa correspondência (muitos milhares de cartas) informativa sobre a realização do Ritual, seguindo para dezenas de países, e ainda para quem assegura a tradução dessas cartas para Inglês, Espanhol e Francês;

-         Para o irmão que se encarregou da globalidade de contactos e dos preparativos necessários para a realização de actividades artísticas (acima referidas), sempre que  tiveram lugar, e para os que, também nessa vertente, prestaram o seu trabalho;

-         Para as irmãs que coordenam e superintendem todo o exaustivo trabalho de preparação, direcção, decoração e controlo das bancas de livros e inscrições colocadas à entrada do local onde se realiza a Cerimónia, e a todos os que asseguram o seu funcionamento, por vezes num ritmo de grande intensidade;

-         Para todos os que colaboram nos numerosos arranjos florais (sob a direcção da irmã a que já acima fizemos uma agradecida menção) e nas braçadas de heras, pontilhadas de flores, que ladeiam as zonas por onde circulam os participantes;

-         Para aqueles que vão colher a hera (uma camioneta cheia) e/ou rosmaninho, no meio do calor, em sítios por vezes inóspitos ou de difícil acesso;

-         Para os irmãos que planeiam, calculam, garantem a segurança e montam todas as estruturas necessárias nos diferentes pontos da Sala onde tem lugar o Ritual e nas instalações adjacentes;

-         Para todos aqueles e aquelas que se disponibilizam para tarefas arriscadas e cansativas no cimo de gruas – por exemplo para colocar a cobertura violeta a que aludimos, o que implica muitas e muitas horas de permanência –,  e que manobram esses equipamentos;

-         Para o irmão que todos os anos propicia a existência e assegura o transporte (desde longe) do estrado metálico – de enormes dimensões – onde assenta o Altar;

-         Para os irmãos que, tão gentilmente, fazem o trabalho técnico da animação dos filmes projectados no fim do Ritual, pondo em prática as idealizações que lhes apresentamos e que, sem essa preciosa ajuda, nunca seriam visíveis, bem como para o irmão que cede a máquina e os ecrans para a sua projecção;

- Para aqueles que se disponibilizam para dar o seu prestimoso trabalho nas cada vez mais complexas tarefas atinentes à iluminação da sala (com todas as diferentes e sucessivas ambiências, e com a necessidade de sublinhar momentos específicos);

-         Para o irmão a quem, ano após ano,  tem sido confiado um esquemático e detalhado guião de músicas – contendo, literalmente, a indicação de centenas de temas ou excertos de temas, uns maiores outros menores, outros ínfimos, com a indicação de tempos exactos, até às fracções de segundo, para que tudo resulte harmónico e ideal nas misturas - para o levar, competentemente, à trabalhosa objectividade, com colagens impecáveis, dando ele, por seu turno, muitas valiosas e utilíssimas sugestões adicionais;

-         Para todos os irmãos que, todos os anos, efectuam o moroso trabalho de prender  (atarraxando) os mais de 2000 estandartes às hastes que os sustentarão, e que, antes, coloriram e envernizaram, uma por uma, essas mesmas varas, bem como para aqueles que passam a ferro os estandartes e os milhares de metros de tecidos diversos;

-         Para a irmã que, incansavelmente, ano após ano, oferece amorosamente grandes quantidades de comida deliciosa, para todos quantos, durante três dias, permanecem nos locais da preparação do Ritual, e que, desse modo, podem renovar as suas energias;

-         Para quem disponibiliza camionetas e outros meios de transporte, os conduz e (des)carrega;

-         Para todos quantos têm dado excelentes ideias e sugestões para aspectos específicos da decoração do Recinto;

-         Para os muitos irmãos que oferecem materiais e apetrechos indispensáveis;

-         Para as dezenas de irmãos que têm oferecido as suas casas para, num gesto de fraternidade, possibilitarem alojamento a participantes que vêm dos mais diferentes países;

-         Para, enfim, todos aqueles que cuidam dos mil e um pormenores para que, na medida do que é humanamente possível, nada falhe ou seja feito de uma forma qualquer: mesmo as coisas mais insignificantes na aparência implicaram cuidado, atenção e Amor.

Coordenar tudo isto, à distância no tempo, perspectivando todos os mil e um pormenores (um  simples parafuso, num dado lugar, terá de lá estar quando e porque vai ser preciso) é um trabalho de organização colossal. Nada pode falhar. Na verdade, os valores exorbitantes que se pedem pelo aluguer de um Espaço com características e dimensões capazes de acolher um tão grande número de participantes não se compadecem com a desejável possibilidade de ensaios. Tudo –  tudo - pois,  tem de ser idealizado, perspectivado e coordenado ao pormenor.

Apesar de  um tão enorme esforço implicado, todos os anos se ouvem vozes, comovidas, a dizer algo sempre equivalente: “o Ritual, para nós, começa verdadeiramente nos preparativos. É quando começamos a pôr algo de nós em cada acto, em cada gesto, em cada esforço, em cada partilha. E ninguém quereria prescindir destes momentos inolvidáveis e tão comungantes para todos nós...”.

O Centro Lusitano considera de grande utilidade e valor humanos a noção de serviço abnegado que tem contribuído para fazer  aflorar em muitos. É algo de muito raro e precioso. Tal acontece durante todo o ano mas tem a sua culminância nos dias do Ritual. É um ombrear fraternal de responsabilidade e preocupações, canseiras e alentos, aflições e alegrias. Todos têm o seu lugar, o que representa uma grande lição prática. Todos somos um só nesses momentos. Todos nos tratamos por igual – qualquer que seja a nossa idade (desde os anciãos aos muitos jovens), a nossa origem social (das mais humildes às mais elevadas), os nossos níveis culturais e académicos (desde os básicos até aos mais exponenciais). Quanto mais não fora por isso, o Ritual seria sempre único e incomparável. E todo o trabalho desenvolvido por todos se pode resumir num anseio, numa frase:

O Grande Reencontro – ou, todos juntos, um Dia!

 

 

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