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P e s q u i s a r

Introdução
Um Pouco de História
Considerações Gerais Sobre o Ritual
Entrada
Abertura
Entrada dos Estandartes dos Sete Raios
Visualização
Ritual de Circulação de Luz
Ritual da Consagração ao Serviço
Final
Gratidão
 

 

Ritual da Circulação de Luz

 

UM POUCO DE HISTÓRIA

Embora já desde 1991 o Centro Lusitano de Unificação Cultural tenha promovido trabalhos grupais no âmbito da Lua Cheia de Junho, o primeiro Grande Serviço Ritualístico com uma forma aproximada à actual teve lugar no dia 6 de Junho de 1993, numa Sala do Convento de Cristo, em Tomar, com a participação de cerca de 400 pessoas.

No ano seguinte, impondo-se a necessidade de uma sala mais ampla, efectuou-se o Cerimonial na Quinta de Santa Marta, em Benfica do Ribatejo (perto de Santarém). Entre cerca de 550 participantes, estiveram presentes os primeiros irmãos vindos expressamente de fora de Portugal, mais propriamente de países de língua espanhola. Desde então, têm comparecido companheiros de um leque sempre mais diversificado de países, que se juntam aos participantes provenientes de todos os recantos de Portugal.

Por este motivo, a partir de 1995, passaram a existir documentos sinteticamente descritivos do Ritual em 4 línguas: Português, Espanhol, Inglês e Francês. Ao longo dos anos, já estiveram entre nós irmãos vindos de Angola, da Argentina, da Bolívia, da Bélgica, do Brasil, do Chile, de Cuba, da Espanha, dos Estados Unidos da América, da França, da Grã-Bretanha, da Holanda, da Hungria, da Itália, do Peru, da Suíça, do Uruguai e da Venezuela. Trata-se, pois, também - e crescentemente –, de uma grande celebração da fraternidade universal de todos os povos.

Em 1995, ocorreu nova mudança de local. O Ritual realizou-se no Convento do Beato – e aí permanecemos nos anos sequentes, até 1999 (inclusive).

A passagem para o Convento do Beato permitiu inaugurar uma época de grande esplendor e amplitude do Ritual. Logo nesse ano de 1995, a atribuição de estandartes de todas as cores dos Sete Raios a todos os 700 participantes (cada participante com uma cor), a serem hasteados na altura devida (ver adiante), conferiu uma nota de beleza consonante que se tornou em um dos ex-libris do Cerimonial. A imensa cobertura de diáfanos véus violeta que encimava os 625 m2  (25 x 25 m) do Recinto (claustros do Convento), que sempre se elaborou e montou durante o quinquénio 1995 – 1999 (embora com diferentes nuances estéticas em cada ano), permanece igualmente como uma imagem inolvidável.

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(1)   Os cerca de 800 m2 de véus necessários (confeccionados a partir de tecido de gaze hospitalar – o mais barato que se encontra no mercado) foram tingidos artesanalmente em casas de um grupo de voluntárias.

Em 1996, com a experiência do ano anterior no mesmo local – agora muito mais repleto (quase 900 pessoas) – melhorou-se em muito a organização; introduziu-se um novo e esplendoroso final, assim fazendo culminar a Cerimónia num verdadeiro apogeu. Registou-se um grande aumento de participantes vindos de fora de Portugal, agora alargando-se para além do quadro das línguas ibéricas.

Adicionalmente, iniciou-se nesse ano a realização de um conjunto de actividades culturais no campo da música, das artes plásticas e do teatro, na véspera e/ou no próprio dia do Ritual. Desde então e até 1999, sempre houve lugar a tais expressões artísticas. Interrompidas em 2000, por motivo da transição para o espaço do Pavilhão Atlântico (onde circunstâncias novas impõem um trabalho acrescido, cujo integral cumprimento havia que acautelar, evitando a dispersão para iniciativas complementares), é possível que tais actividades venham a ser retomadas em anos futuros.

Em 1997, culminou-se o Ritual com a projecção de um filme que resume e consubstancia grande parte do significado não só deste Serviço, como de todo um Trabalho que tem vindo a ser feito. Integralmente concebido pelos dirigentes do CLUC (tal como aquele que em 2001 se projecta pela primeira vez), foi, no entanto, tecnicamente elaborado por alguns amigos nossos, dos meios de produção audiovisual, aos quais somos gratos. Para além daquele filme, entre os novos elementos simbólicos que então se acrescentaram, salientamos um imponente candelabro com cerca de três metros de envergadura, com 49 (7x7) grandes velas que permaneceram acesas durante toda a Cerimónia. Nesse ano, o recinto praticamente encheu, com mais de 1050 participantes.

Em 1998, outros elementos estéticos de grande relevância e impressividade vieram enriquecer ainda mais a beleza, interna e externa, do Cerimonial: o percurso do Estandarte Violeta do 7º Raio foi acompanhado não apenas pelo agitar dos estandartes mais pequenos (individuais) da mesma cor, como, também, de um movimento progressivo de agitar de lenços igualmente violeta, até se sublimar numa imensa apoteose de violeta ao começarem a soar os acordes de um excerto do conhecido “Hino da Alegria”, de Beethoven (enquanto que, em simultâneo, num nível superior dos claustros, se acendiam 24 taças de fogo);  quando, por seu turno, entrou no recinto o Estandarte do 2º Raio, ergueram-se, nas 4 alas, uns belíssimos e imponentes 14 Estandartes azuis, com uma Cruz dourada estilizada e a inscrição de uma palavra referente a atributos relacionados com esse Raio: Amor, Sabedoria, Iluminação, Irradiação, Constância, Fraternidade, Bondade, Comunhão, Unificação, Universalismo… O número de participantes voltou a aumentar (aproximando-se dos 1200), o que implicou que algumas pessoas já tivessem de permanecer para além das colunas do recinto central.

Em 1999, atingiu-se a grande culminância das realizações no Convento do Beato. Conservamos na memória, com muita gratidão e fraternidade por uma equipa excepcionalmente unida de trabalhadores voluntários, a organização esmerada e primorosa, em todos os seus pormenores (começando logo nas múltiplas e enormes salas adjacentes que serviam de apoio ao Cerimonial). Recordamos, com um estremecimento, os claustros do Convento totalmente repletos, inclusive no piso superior (estiveram presentes mais de 1450 pessoas). Nunca esqueceremos a passagem por uma galeria anexa à Sala principal – dando-lhe acesso –,  onde os participantes transpunham sucessivamente 7 portais (representativamente relacionados com as etapas no Caminho Evolutivo e com os 7 Raios), ao som de músicas com um entranhável toque de Mistérios e tendo como única iluminação místicas lanternas; bem como não esquecemos a atmosfera mágica e realmente impressiva do efeito caleidoscópico produzido por frases-chave projectadas giratoriamente nas paredes, frases repletas de sentido esotérico, em relação com (e no local de) cada um dos portais.

Esgotada a capacidade do Convento do Beato para albergar mais participantes, foi com alguma nostalgia que nos vimos compelidos a procurar um outro local para os anos vindouros. Ao mesmo tempo, contudo, fizemo-lo com a consciência de que ali havíamos terminado com um momento extraordinário e verdadeiramente sublime.

O novo local escolhido foi o Pavilhão Atlântico (Sala Tejo), no Parque das Nações, também em Lisboa. A ambiência envolvente do local é magnífica – rodeado que está pelo Rio Tejo e por bandeiras, irmanadas lado-a-lado, de quase todas as nações do mundo.

A mudança foi perfeitamente justificada, uma vez que o número de participantes voltou a aumentar, situando-se perto dos 1600 (1). Embora a sala, nos seus 2 níveis, possa chegar a conter mais de 3000 pessoas, aquele conjunto de irmãos foi suficiente para dar calor à sala – à partida um pouco mais “fria” do que o Convento do Beato. Procurou criar-se uma entrada progressiva na envolvência do Ritual, através de um iluminação diluída (algo que será amplamente melhorado no ano 2001, conforme veremos adiante). A zona do Altar foi concebida e construída de forma esmerada, configurando um tabernáculo, com véus violeta, e uma esplêndida representação do Globo terrestre  - de cerca de 3m de diâmetro – (2), enlaçado em imensa e belíssima guirlanda de flores (1).

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(1) P.S. - No Ritual de 2001, entretanto realizado, estiveram presentes mais de 1800 pessoas

(2) Esta imensa braçada de flores, de cerca de 12 metros de comprimento, foi transportada por mais de 20 irmãos, lenta e solenemente – num silêncio respeitoso e tocante –, desde os anexos onde foi confeccionada, atravessando os 70 metros da Sala, até chegar ao altar. Ali foi cuidadosamente colocada a rodear, num abraço, o Globo azul figurativo da nossa Mãe-Terra. O anel de flores tinha sido dedicada e carinhosamente trabalhado dia e noite, ao longo de mais de 30 horas, por um pequeno grupo. Em matéria de arranjos florais, contudo, a ornamentação da sala exigiu muitos mais esforços. Repetidamente, ano após ano, uma nossa irmã se incumbiu da responsabilidade dessa tarefa, sem se deitar e dormir durante as noites que têm antecedido o Cerimonial.

O momento antes da Consagração da Água (ver adiante) foi sublinhado com a interpretação de um tema musical por um coro de grande qualidade e, após todas as rosas terem sido depostas e depois simbolicamente elevadas ao Alto, em atitude de oferenda e consagração ao Serviço, foi cantada a “Ave Maria” de Schubert, pela cantora lírica Lia Altavilla (acompanhada nos teclados por Fernando João Domingos) – como, aliás, se verificara já nos 2 anos antecedentes. De resto, mantiveram-se todos os elementos essenciais de 1999. Num ano difícil, de transição, manteve-se a dignidade de sempre e conseguiu-se chegar a uma vibração ainda mais elevada.

A descrição do Ritual constante neste Livro apresenta-o tal como decorrerá no presente Ano de 2001. Houve diferenças no passado e, decerto, haverá ainda aprimoramentos no futuro. No entanto, constitui uma referência suficientemente completa para manter o seu valor ilustrativo, mesmo para os anos vindouros.

 

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