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| Ritual da Circulação de
Luz |
ENTRADA
A participação num Ritual com tanta
vivacidade e colorido deve ser feita com muita alegria. Entretanto,
ao mesmo tempo, constitui a integração consciente num Acto Sagrado
e de Serviço para a Humanidade inteira. Tal justifica o nosso cuidado
em propiciar uma transição – entrada –, desde o exterior até ao
Recinto onde decorrerá o Ritual, que naturalmente auxilie a gerar
ou acrescer uma atitude de interiorização.
Após receberem as folhas com a descrição pormenorizada
do Ritual, bem como estandartes, velas e rosas, os participantes
vão dirigir-se para o Recinto principal através de um corredor com
luzes diluídas (de várias cores), numa ambiência envolvente. Devem
fazê-lo em silêncio e recolhimento. Algumas frases de grande significado
também podem ser encontradas nesse caminho, adequadamente colocadas.
À entrada da Sala onde decorrerá
o Ritual, estarão dois Irmãos a empunhar archotes acesos com um
fogo sacralizado, nessa última fronteira para o Recinto do Magno
Evento. A sala estará muito obscurecida, intensificando o convite
à interiorização. O perímetro dos acessos às cadeiras estará definido
e pontilhado com velas. Tal é, então, nessa etapa, uma das principais
fontes de iluminação da sala. No seu centro, a mesa onde ficará
a Taça com a água que será consagrada para aí serem depositadas
as rosas (ver adiante) estará destacada por quatro suaves focos
de luz azul. No topo do lado do Altar, estará projectado um Céu
estrelado – referência da beleza e vastidão do Cosmos. Os participantes
serão conduzidos aos seus lugares por um conjunto de irmãos que
empunham “poéticas” lanternas, cujos movimentos cruzados na sala
lhe conferem um toque ainda maior de deslumbramento e de mágica
beleza. Durante todo este tempo, haverá sequências de músicas cuidadosamente
escolhidas e misturadas – como, aliás, se assegurou para todos
os passos do Ritual, desse modo especialmente sublinhados.
Os participantes ficarão distribuídos
em quatro triângulos que inscrevem uma área quadrangular (esse quadrado
é cortado nas diagonais por duas passadeiras vermelhas que se cruzam,
delimitando assim os triângulos referidos), formando, no seu conjunto,
uma Cruz de Cristo estilizada. Num dos topos do recinto estará colocado
o Altar principal e dele correrá uma passadeira azul que passará
pelo meio da sala até ao outro extremo.
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