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| Ritual da Circulação de
Luz |
ABERTURA
Um dos oficiantes do CLUC
pronunciará uma fórmula de Início do Ritual, em nome da.Grande Fraternidade,
da Hierarquia da Compaixão. Em seguida, ao som de uma música que,
resultante de uma escolha criteriosa, se caracteriza pela sempre
crescente e majestosa força, por um acentuado toque misterioso,
e pela nota de início e de comando, a Sala ir-se-á progressivamente
iluminando, de modo a revelar toda a cuidada decoração e envolvência
simbólica.
Aí, deve-se destacar a maravilhosa
concepção do Altar e do Tabernáculo que o rodeia e encima, com esmerada
ornamentação; por outro lado, a presença de 19 grandes e maravilhosos
pendões, dispostos ao longo da Sala. Eles foram-nos inspirados durante
duas prodigiosas noites, uma semana depois do Ritual de 2000, o
mesmo acontecendo com grande parte das músicas mais significativas
a ser utilizadas no Cerimonial de 2001 (outras, já tinham sido usadas
em anos anteriores).
Com efeito, poucos dias após o
último Ritual, a inspiração para o que se seguiria – o deste ano
– brotou em cascatas. Os quadros e as imagens surgiam bem delineadas
à nossa frente, impondo-se de forma irrecusável.
Nomeadamente, os novos Pendões,
carregados de simbolismo, apareceram um a um, ininterruptamente,
com uma clareza assombrosa. Símbolos, cores, motivos, pormenores
surgiam em catadupa. Os desenhos eram registados febrilmente.
As medidas, rigorosas, a textura dos tecidos, as múltiplas aplicações,
galões, pedrarias, franjas, borlas, etc., eram rigorosamente apontados.
Deixámos, então, prontos os modelos a partir dos quais alguns meses
mais tarde se construíram, à escala, os moldes definitivos. Veio,
depois, a sua execução por dedicadas colaboradoras (ver adiante).
Na sequência destes registos, e
quase de imediato, surgiram as concepções do que viriam a ser os
lámens a usar, pela primeira vez, pelos três oficiantes do Cerimonial.
Foram desenhados e, seis meses mais tarde, houve explícita indicação
do local onde deveriam ser elaborados. Obedecemos, sendo conduzidos...
e lá estava: uma porta despercebida, numa determinada rua algo escondida,
onde nada faria supor que ali se abrigava um artesão, à “antiga”,
de joalharia.
O lámen tem um significado oculto
muito definido e poderoso. Ele congrega energias específicas e,
neste caso e sempre, antes de cumprir os seus requisitos, passa
por uma cerimónia de consagração. Assentará no peito, sobre o chakra
cardíaco, e é por ele dinamizado e, por seu turno, para ele irradia
energias superiormente canalizadas e de sublimada exaltação. A sua
consagração teve lugar no dia 6 de Junho.
Quanto às músicas, igualmente foram
surgindo, explícitas, vívidas, inequívocas para cada um momento
próprio no percurso cénico e simbólico deste grande Ritual.
Os já referidos pendões estão dispostos da seguinte
forma: os que, abaixo, numerámos 1 e 2, estão a ladear o altar,
respectivamente à esquerda e à direita, quando olhados pelos participantes;
mais atrás, o alinhamento dos que numerámos de 3 a 6, começando
da ponta esquerda para a ponta direita; segue-se, na mesma ordem,
a linha dos que numerámos de 7 a 10; ainda mais atrás, outros quatro
que numerámos de 11 a 14; mais para o extremo da sala, ainda e sempre
na mesma ordem (considerando a posição dos participantes), o conjunto
que numerámos de 15 a 18. Visto serem confeccionados frente e verso,
qualquer deles pode ser visto por todos os participantes. Aquele
que, para efeitos de descrição, numerámos de 19, e que é um dos
de maiores dimensões, estará pendente numa das paredes laterais
da Sala, precisamente entre as duas portas que franqueiam o acesso
para o Cerimonial.
Tentaremos em seguida descrever
sucintamente esses 19 painéis e descodificar o seu profuso simbolismo.
1) Uma Águia dourada, rodeada por
5 Pinhas cor de cobre reluzente, em relevo, com vidrilhos, tudo
assente num pano de fundo azul (céu de Verão). O topo superior do
pendão é branco, delimitado do restante por uma faixa ricamente
trabalhada, em azul intenso e amarelo-torrado. A base termina em
“V”, cujos vértices são sublinhados por três enormes borlas pendentes,
nos mesmos tons, mesclados. Segundo informa a grande Helena P.Blavatsky
no seu livro “Glossário Teosófico”, a Águia Real “é um dos símbolos
mais antigos. Entre os gregos e os persas, era consagrada ao Sol.
Com o nome de Ah, os egípcios consagraram-na a Hórus, e os
coptas rendiam-lhe culto sob o nome de Aham. Os gregos consideravam-na
como o emblema sagrado de Zeus, e os druídas como o do Supremo Deus”.
É um símbolo de poder, majestade e sabedoria de comando.
A Pinha é um símbolo prolífero.
Já era tida como sagrada no antigo Egipto, sendo transportada
nas marchas ritualísticas. É identificada à glândula pineal (epífise)
e, deste modo, alude à sua contraparte subtil, o Chakra coronário
ou das 1000 (na verdade, 960+12) pétalas, tão conhecido nas representações
do Senhor Buddha.
2) Três Velas brancas entrecruzadas,
assentes sobre um fundo amarelo-ouro. Tal como o estandarte da Águia
Real, a sua configuração termina em forma de “V”, igualmente sublinhado
por enormes borlas, neste caso em azul imperial; uma faixa ricamente
ornada numa combinação do mesmo azul e amarelo, aplicada sobre uma
outra em verde-água, ambas em paralelo a este recorte, aviva-o magistralmente.
Os motivos, aludem às 3 Chamas – sejam a Trindade Divina de Pai,
Filho e Espírito Santo ou Shiva, Vishnu e Brahma, etc., sejam a
Trindade microcósmica de Eu Divino, Eu Superior e Eu Inferior (ou
Espírito, Alma e Personalidade). Também se reportam aos 3 pilares
da Árvore da Vida Cabalística: o Pilar da Severidade (ou do Rigor
ou do Conhecimento), o Pilar da Misericórdia (ou da Compaixão ou
da Sageza) e o Pilar da Suavidade (do Equilíbrio ou do Ser). Lembram,
enfim, o Sushumnâ, ladeado por Idâ (à esquerda) e Pingalâ (à direita).
3) Um Candelabro prateado de 7
braços com chamas laranja, e pé finamente trabalhado e cravejado
de pedras azuis. Assenta sobre um pano de fundo violeta, com debruados
e franjas igualmente a prata. É um conhecido símbolo do judaísmo.
Engloba as 7 Sephiroth que radiam das três Supremas (e, especificamente,
de Binah, da mesma forma como os 7 Raios são diferenciações de Brahma,
o 3ª Logos do Hinduísmo). Se o pendão das três Espadas (ver nº 6)
simboliza as energias primordiais, os três Raios de Aspecto, este
consubstancia o desdobramento e manifestação cosmogónicos – o longo
périplo de toda a Criação pelos Mundos manifestados.
4) Um Pavão Real, de cores azul
e verde iridiscente, com aplicações, em camadas sobrepostas, de
pequenas lâminas douradas. Está representado com a imensa cauda
multicor aberta em leque, sob um pano de fundo amarelo claro e luminoso.
Este, na base, é franjado nas cores mescladas verde e azul forte,
com enormes borlas laterais pendentes nos mesmos matizes. Sobre
o significado do pavão, citamos novamente alguns excertos do Glossário
Teosófico de Helena Blavatsky: “Emblema da inteligência de cem olhos
e, também, da Iniciação. É a ave da Sabedoria e do Conhecimento
Oculto. Ostenta na cabeça uma coroa semelhante a uma estrela de
seis, às vezes de sete raios (duplo triângulo). A sua cauda representa
o céu estrelado e, no seu corpo, estão escondidos os 12 signos
do Zodíaco. Entre os antigos cristãos, esta formosa ave era símbolo
de Ressurreição pois, como é sabido, todos os anos, ao aproximar-se
o Inverno, caem-lhe todas as plumas, para novamente as recobrar
na Primavera, quando a Natureza parece sair da tumba”.
5) Sobre um fundo violeta, em cima,
e laranja, em baixo, com uma faixa separadora verde, em diagonal
– uma combinação de cores com um toque claramente tibetano – encontra-se:
na parte violeta, uma Coroa dourada, belamente marchetada com gemas;
na contraparte laranja, uma Flor-de-Lis prateada com barra transversal
em negro brilhante, ornada de pedrarias cor de fogo. Aqui, a Flor-de-Lis
significa a purificação dos três Mundos inferiores por acção do
fogo (cor laranja). Outras referências (correlações) sobre a Flor-de-Lis
podem ser encontradas a propósito do estandarte 13. Quanto à Coroa,
além da óbvia alusão ao chakra coronário, é um símbolo de Governo
e de Sabedoria Espirituais. O estandarte está debruado a cordão
grosso, entrelaçadamente amarelo e dourado.
6) Três Espadas douradas sobre
um fundo azul imperial, com orlas e franjas também douradas. Tradicionalmente,
a espada é um símbolo de Vontade, Poder e Determinação do 1º Raio
(igualmente aludido no pano de fundo azul) mas que deve ser, evidentemente,
usada para propósitos sábios e amorosos (2º Raio, Dourado; a cor
do Sol. Um dos epítetos de Vishnu, 2ª Entidade da Trimurti
Hundu, é Harikeza, “O de cabelos amarelos”). No presente
caso, as 3 espadas simbolizam a potencialidade das 3 Emanações Divinas
em acção nos mundos formais. Esta Tríade corresponde à natureza
dos 3 Raios matriciais ou geradores de tudo o que é manifesto
e manifestável. No entanto, a sua aposição sobre um fundo azul indicia
uma especial expressividade do Aspecto Poder (1º Raio) e a acentuação
alusiva ao impulso primordial. (Este pendão é complementado, no
extremo oposto da respectiva fileira, com o pendão nº 3, ilustrativo
de um Candelabro de sete braços).
7 e 10) Dois estandartes com fundo
creme-salmão, com base em diagonal, em cada um deles se inscrevendo
um Leão em cor bordeaux. Na terceira ala, os Leões estão
simetricamente nos extremos, como duas sentinelas guardiãs, isto
é, ambos voltados para o centro. As franjas são matizadas em ouro
e bordeaux. Além do que se referirá a propósito dos estandartes
9 e 13, é patente que o Leão é um símbolo de realeza, de nobreza,
de força e de domínio sobre as energias inferiores.
8) Uma Torre em cor de cobre assente
num fundo de losangos vermelhos e brancos. Extremidades com franjas
douradas. A Torre é, na Cabala, um símbolo de Chokmah, uma das três
Sephiroth superiores. É também, imemorialmente, um símbolo de Shamballa,
do Governo Oculto do Mundo, a Grande Fraternidade fundada pelos
Senhores Kumaras, os Adeptos de Vénus. Por este motivo, a Torre
é de cor cobre, o metal venusiano. Está assente sobre losangos alternadamente
vermelhos e brancos, porque esses losangos simbolizam o quaternário
inferior: com o vermelho da matéria ou com a alvura da substância
transmutada pelo afluxo das energias espirituais.
9) Sobre um fundo de cor
laranja-açafrão, na parte esquerda do estandarte, está inscrita
uma Árvore (nas cores naturais: castanho e verde); ao meio do estandarte
(cuja base é ovalada), uma faixa branca vertical, com braçadeiras
em viés azul intenso, debruadas a dourado; na direita, sobre um
fundo vermelho, está inscrito um Leão/Dragão dourado, com a cabeça
coroada. Pendente do centro da extremidade inferior, destaca-se
uma borla cor de fogo. Perpassando todas as culturas, a Árvore é
um símbolo da Vida florescente, intimamente ligado às forças místicas
da Natureza. Ladeada por um Leão coroado, significa a vitória do
Espírito sobre as forças elementais.
Os Leões e os Dragões são, para muitos
efeitos, equivalentes na simbologia universal. O Dragão é um símbolo
da Sabedoria e do impulso criador (Fohat). Sempre foi representativo
do Conhecimento Oculto. Especificamente, o Dragão de Fogo é um símbolo
dos Grandes Seres – os Senhores Kumara – que, em épocas vetustas
do já longo percurso desta Humanidade, vieram à Terra com o Magno
Propósito de atear – animar – a chama oculta em nós, até então apenas
latente, e como os Excelsos Portadores do Conhecimento Superior.
Eles conferiram à Humanidade a sua dignidade como tal.
Conforme a explanação de H.P. Blavatsky
em “A Doutrina Secreta” e de Annie Besant em “A Genealogia do Homem”,
as designações de “Leões de Fogo” e “Leões da Vida”, entre outras,
foram atribuídas à 1ª Hierarquia Criadora, cujos seres “constituem
a Vida e o Coração do Universo, o Atman, a Vontade Cósmica, através
deles passando o raio de Paratman, que desperta o Atman na Mónada
do Homem”.
A este propósito, cumpre-nos assinalar a posição
central – qual coração - de Tiphereth na Árvore da Vida.
Ora, Tiphereth aparece ligada ao Sol, o regente de Leão...
A este signo, associam-se qualidades características de 1º e 2º
Raios (a Vontade Divina expressando-se através de Buddhi)
e a encarnação dos Filhos de Deus, os Senhores da Sabedoria, do
Conhecimento e do Sacrifício. Oculta o Magno Mistério do número
5. O nome em sânscrito do signo de Leão é Simham, que era
um dos epítetos do Senhor Buddha (Gautama). Outro deles era “Leão
da Lei”. Também o Senhor Cristo foi nomeado como “o Leão de Judá”.
Em artigo publicado há 120 anos atrás no “Theosophist”, escreveu
Subba Row, um grande erudito vedantino, acerca do signo de Leão
(Simham): “O signo em questão representa a Jivatma,
por assim dizer, ao filho de Paramatma. Também pode acrescentar-se
que representa ao Cristo real, ao espírito puro ungido”. (Jivatma
é o Espírito Divino no Homem e a Paramatma, o Espírito Divino
Universal). Deve ainda referir-se que é sob a influência predominante
do Sol (velando um planeta oculto) que foi construído o Globo A
da nossa Cadeia Planetária, aquele portal onde se entra na roda
das encarnações neste Mahamanvantara.
11) Uma Rosa em cor vermelho sangue,
sobre um fundo branco transparente em organza, com franjas em ouro
velho. Trata-se do único painel que é confeccionado em tecido transparente,
diáfano, uma vez que se pretende simbolizar o “corpo de luz” ou
Augoeides. A Rosa é, no Ocidente, a correspondência da flor
de lótus na tradição oriental. Podemos ter em conta a diferença
de que a rosa aparece, mais habitualmente, associada ao chakra cardíaco,
e a flor de lótus ao chakra coronário (ou coronal); mas as 12 pétalas
do coração têm uma correspondência superior nas 12 pétalas centrais
do lótus coronário e, noutro plano, nas 12 pétalas do lótus causal.
Caberá aqui lembrar uma saudação rosacruciana: “que as rosas floresçam
sobre a vossa cruz!”. Aqui, a Rosa aparece associada ao chakra laríngeo,
para onde devem elevar-se as energias do centro sacro, que passarão
a ser utilizadas criativamente em níveis mentais ou superiores.
Assume, pois a natureza do 3º Raio como Inteligência Criadora.
12) A Bandeira da Paz através da Cultura, concebida
pelo grande pintor, filósofo e místico Nicholas Roerich, mas por
nós respeitosamente adaptada e modificada para este Ritual. Assim,
como no original, haverá três esferas num vermelho intenso, dentro
de um círculo da mesma cor: a síntese de todas as artes, todas as
ciências e todas as religiões dentro do círculo da cultura. O pano
de fundo será de uma magnífica cor de grão resplandescente, elegantemente
suspenso em drapeado. Dos lados pendem duas grandes borlas de seda
vermelha engastadas em grosso anel de prata lavrada.
13) Um Leão (Dragão) vermelho sobre
um fundo verde-água. Este estandarte tem uma moldura branca, debruada
de ambos os lados com galão dourado e com zebras em cordão
mesclado verde-água/dourado. Remetendo para o que acima dissemos
sobre o simbolismo do Leão/Dragão, cabe ainda ressaltar aqui a sua
inscrição em forma quinquenária, aludindo aos 5 Princípios despertados
ou formados no Homem pelos Dragões de Sabedoria (recordar o patronímico
“Pendragon” – Pentadragão do Ciclo do Graal, da Excalibur, da Távola
Redonda e do Rei Artur). Lembremos ainda a associação do verde com
o Princípio Manásico ou Mental.
14) Flores-de-Lis cor azul-índigo
escuro, inscritas sobre um fundo branco. Uma faixa espinhada dourado
e índigo profundo corta o painel na diagonal. Também são estas as
cores das franjas. A Flor-de-Lis é um símbolo de pureza e de glória,
bem como do Governo Interno do Mundo. Contém a representação dos
três grandes Aspectos Divinos e o protótipo das 3 colunas da Árvore
da Vida, encimadas por Kether (Coroa, Poder), Chokmah (Sabedoria,
Compaixão) e Binah (Inteligência, Compreensão).
15) Uma Chave prateada voltada
para o alto, tendo por cima a Lua. Também aqui o pano de fundo é
guernat, com bordadura e franjas prateadas. Este e o pendão
que numerámos como 18 estão colocados em simetria. Representam as
forças dos pólos complementares: solar/dourado e lunar/preateado.
16) Um pendão dedicado
ao Mestre Serapis, patrono de todas as verdadeiras Escolas de Mistérios
e um Sumo Sacerdote, dos maiores impulsionadores da Cultura Espiritual
da Época Egípcia.
Em acetinado amarelo,
apresenta ao centro a Sua insígnia: trata-se de um enorme Triângulo
dourado, seccionado horizontalmente por duas travessas em violeta-anil,
que dividem a altura em quatro pontos equidistantes entre si. As
três secções resultantes correspondem, representativamente, ao Espírito,
Alma e Personalidade, sendo que do ponto central da travessa inferior
se abre um outro Triângulo, prateado (dos dois Triângulos, o maior
faz-se corresponder ao Macrocosmo, e o menor, ao Microcosmo). De
todas as intersecções resultantes se conforma a Tetraktys (a Tétrade
Sagrada, o Tetragrammaton): esses 10 pontos são acentuados
por pedrarias em azul e em vermelho, dependendo da localização e
respectiva atribuição na simbologia cosmogónica.
No topo superior esquerdo
sobressai uma Rosa branca em cujo pé se enrosca (em forma de “S”)
uma Serpente Ígnia de cabeça erguida. A serpente brilhante, enroscada
numa rosa florida, é um símbolo da Luz. É também um símbolo dos
Dhyani-Chohans, que trouxeram para a Terra a “semente da
Divindade”. No topo superior direito encontra-se um Escaravelho,
em azul lápis-lazuli. No Antigo Egipto era o símbolo da Ressurreição
e do Renascimento espiritual. O escaravelho sagrado era o mais venerado
dos símbolos e o seu nome, Kheper, significava “Ser, alcançar, e
construir novamente e com preserverança”. O estandarte é orlado
com cordão grosso matizado: em violeta e dois tons de amarelo.
17) Uma Pomba em branco-prata com
as asas subidas de forma a estilizar um losango, sobre um claro
mas luminoso fundo rosa fuchsia. Este é ornado, em torno,
por um belíssimo galão em bordeaux e, na base, por uma franja
em prateado metálico. É a adaptação do logotipo do Centro Lusitano
de Unificação Cultural. A pomba é um símbolo do Espírito Santo,
a Dispensação do 3ª Raio, a que transporta informação e Conhecimento,
Ciência Universal para todos os povos. Está inscrita em losango
para representar o Quaternário Inferior (ou Personalidade) que se
alinha com a Tríade Superior (ou Eu Superior), e para ele desfere
o seu voo...
18) Uma Chave dourada voltada para
o alto, tendo por cima o Sol. O pano de fundo é guernat,
com bordadura e franjas douradas. Também aqui damos a palavra a
Helena Blavatsky: “a chave é um símbolo de importância universal,
emblema do silêncio, entre as nações antigas. Representada no Umbral
do Adytum (o Santo dos Santos. Nome dado aos recintos secretos
e sagrados da Câmara interior, onde nenhum profano podia entrar),
a chave tinha um significado duplo: recordava aos candidatos as
obrigações do silêncio e prometia ao profano a revelação de mais
um mistério até então impenetrável. No Édipo em Colona, de
Sófocles, o Coro fala da ‘chave de ouro, que tinha sido colocada
sobre a língua do Hierofante, que estava oficiando nos Mistérios
de Elêusis’. A sacerdotisa de Ceres, segundo Calímaco, portava uma
chave como insígnia do seu ofício e, nos Mistérios de Ísis, a chave
simbolizava ‘a abertura do coração e da consciência ante os quarenta
e dois assessores dos mortos”’.
A chave representa tanto o segredo
iniciático como a detenção dos meios – da legitimidade – para abrir
a porta dos Mistérios Sagrados.
Decerto que não é por acaso, mas
sim como reprodução de uma longa e antiquíssima tradição, que aparecem
as chaves entre os símbolos do Vaticano.
19) Um Pelicano dourado, a alimentar
7 filhos com o sangue do seu próprio coração, bicando o próprio
peito para prover alimento. É todo bordado a missangas e vidrilhos
estando inscrito sobre um fundo ladrilhado em anil profundo
e branco. Por cima do pelicano encontra-se uma cruz – cósmica -
de braços iguais, em cor dourada, cujas hastes terminam em forma
de triângulo; em cada um dos vértices desse triângulo desponta um
trevo de 4 folhas em prata (num total de 12 trevos), tendo
ao centro uma pérola (o seu coração). A base do painel é adornada
por belíssimos cordões negro e ouro, ladeados por duas enormes borlas,
igualmente a negro e ouro.
O pelicano é um símbolo
universal (associado, nomeadamente às tradições alquímica e rosicruciana)
que representa as 7 etapas cosmogónicas em que o Peregrino
– cada um dos Filhos da Divindade ou Mónadas – é sustentado pelo
Pai/Mãe do Universo. Temos, nas cores, a significação do sacrifício
amoroso do Espírito.
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