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P e s q u i s a r

Introdução
Um Pouco de História
Considerações Gerais Sobre o Ritual
Entrada
Abertura
Entrada dos Estandartes dos Sete Raios
Visualização
Ritual de Circulação de Luz
Ritual da Consagração ao Serviço
Final
Gratidão
 

 

Ritual da Circulação de Luz

 

ENTRADA DOS ESTANDARTES DOS SETE RAIOS

A referência a esta parte do Ritual, implica uma alusão prévia ao tema dos Sete Raios, naturalmente feita em termos muito sintéticos e simplificados.

Todo o Universo é expressão de uma Vida Una, que é a Vida Divina. Essa Vida Una, por sua vez, desdobra-se em três Aspectos, em três dispensações, em três linhas energéticas, em três características conceptuais ou qualidades fundamentais – afinal, a Trindade das grandes religiões e filosofias religiosas. Temos, assim, a Trindade Cristã: Pai, Filho e Espírito Santo; a Trindade da antiga religião egípcia: Osíris, Horus e Ísis; a a Trindade hindu primitiva: Surya, Vayu e Agni; a Trindade hindu pós-védica: Shiva (o Regenerador), Vishnu (o Conservador) e Brahma (o Criador); de um certo ponto de vista, a Trindade cabalística das três Sephiroth superiores: Kether (Coroa ou Poder), Chokmah (Sageza) e Binah (Compreensão ou Inteligência), etc, etc, etc.

Entretanto, se a Unidade se faz Trindade, esta faz-se Septenário. Os três Aspectos ou correntes energéticas principais (a Trindade Divina) diferenciam-se ainda mais, até dar origem a sete grandes emanações energéticas (lembremos a omnipresença do número sete na terminologia, nos conceitos e nos textos sagrados das diversas religiões).

Estas sete emanações ou irradiações energéticas em que se diferencia a Vida Divina Una, são o que chamamos, em Ciência Espiritual, os Sete Raios. Podemos dizer, em síntese, que eles são as sete características, qualidades ou diferenciações da Energia Una, que comunicam a Sua Vida às formas existentes no Universo e lhes dão o significado, as suas ideias e tendências para a evolução.

Assim, tudo quanto existe no Universo surge ou manifesta-se pelo impulso de um (ou mais) dos Sete Raios, de que expressa as respectivas qualidades ou características.

Esses Sete Raios (a que se alude no Apocalipse, I, 4 sob a expressão “Os Sete Espíritos Diante do Trono”) são designados, de acordo com as suas qualidades e com a ordem pela qual vêm à Manifestação, por:

1º Raio – Vontade ou Poder

2º Raio – Amor-Sabedoria

3º Raio – Inteligência Activa e Criadora

4º Raio - Beleza; Harmonia dos Opostos

5ª Raio – Conhecimento Analítico; Verdade

6º Raio – Idealismo, Dedicação

7ª Raio – Ritual, Libertação, Serviço Organizado.

Tendo em conta esta referência, perceber-se-á a razão por que, no Cerimonial que estamos a descrever neste livro, irão entrando, cada um por sua vez, estandartes com cores, símbolos e palavras-chave representativos de cada um dos Sete Raios (e, assim, das principais Qualidades Divinas), os quais serão transportados até ao topo da Sala, onde permanecerão. Durante o percurso de cada um, serão tocadas músicas que veiculam características do Raio respectivo – e que foram inspiradamente designadas -, devendo haver, da parte de todos os participantes, uma polarização sucessiva nas qualidades particulares de cada Raio.

À entrada, terão sido distribuídos estandartes mais pequenos por todos os presentes (1) – ou seja, cada pessoa terá um estandarte da cor de um dos Raios. A distribuição é feita em proporções variáveis, de acordo com uma chave numerológica trinária e septenária. Quando desfilar o Estandarte de Raio e cor correspondentes  ao que lhe foi confiado, os participantes deverão erguer e agitar suave e harmoniosamente o seu (assim, quando, por exemplo, passar o estandarte azul, isto é, o do 1º Raio, deverão os participantes a quem tenha sido distribuído um estandarte dessa cor erguê-lo e agitá-lo).

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(1) Muita gratidão é devida à irmã que, sozinha, confeccionou mais de 2000 desses estandartes, além dos 7 maiores também referidos nesta parte do Ritual e dos 14 azuis mencionados no termo da fase de Visualização. Os 19 pendões preparados para o Ritual de 2001 igualmente se devem, em grande medida, no que toca à sua execução, a esta mesma irmã (coadjuvada pelo labor de outras duas).

Dessa forma, que deve revestir-se de toda a reverência pelo Sagrado, saudar-se-ão essas Sete grandes qualidades radiantes que constituem a fonte de todas as virtudes e talentos que podemos desenvolver e manifestar, bem como os grandes poderes sob cuja égide todo o Trabalho Oculto é desenvolvido. No simbolismo dos estandartes, a matéria assume e exterioriza cada uma dessas qualidades divinas, glorificando-as. Além do mais, conseguir-se-á um efeito estético de extrema beleza, com a correspondente resposta vibratória de elevadas e potentes energias.

Os estandartes dos Sete Raios passarão pela seguinte ordem: 1º Raio  (Azul; Vontade);  3º Raio  (Rosa; Actividade);  4º Raio  (Branco; Harmonia);  5º Raio  (Verde; Verdade);  6º Raio  (Rubi; Idealismo);  7º Raio  (Violeta; Liberdade) e, por fim, dado ser esse o Raio Sintético do nosso sistema solar; bem como o Raio do Cristo, entrará o estandarte alusivo ao 2º Raio  (Dourado; Amor-Sabedoria). Por essa razão, na altura da passagem do estandarte do 2º Raio, todos os participantes deverão erguer e agitar o seu pequeno estandarte, qualquer que seja a sua cor. Por sua vez, o percurso do Estandarte do 7º Raio é acentuado pelo progressivo e concomitante acenar de lenços violeta, por todos os participantes a quem não tenha sido distribuído um estandarte da mesma cor. Simboliza-se, assim, o crescente revestimento do nosso mundo pela energia violeta do 7º Raio predominante no Novo Ciclo. Note-se que as cores referidas se reportam à expressão ao nível do corpo causal.

Esta parte da Cerimónia reveste-se de uma força e de uma beleza – tanto internas como externamente visíveis – que nenhuma palavra poderia jamais expressar. É impossível esquecer a imagem de quase 2.000 estandartes multicoloridos a agitarem-se simultanea e harmoniosamente...

 

 

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