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P e s q u i s a r

Introdução
Um Pouco de História
Considerações Gerais Sobre o Ritual
Entrada
Abertura
Entrada dos Estandartes dos Sete Raios
Visualização
Ritual de Circulação de Luz
Ritual da Consagração ao Serviço
Final
Gratidão
 

 

Ritual da Circulação de Luz

 

VISUALIZAÇÃO

Vem seguidamente a fase a que chamamos “Visualização”. Começará com a pronúncia da Invocação primeiramente lida no Ritual de 2000 e, entretanto, publicada no livro “Cartas de Luxor” (1). Eis a sua reprodução:

Senhor, Mestre de Amor e de Luz,

A Teus pés nos encontramos. Vivemos neste mundo de contingência e de dor. A ignorância abate-se sobre nós. Somos pequenos e frágeis mas hoje aqui estamos – muitos! Viemos unidos pela esperança de um mundo melhor e numa vívida Vontade de Bem. Anelamos o crescimento espiritual para melhor servir a Causa sublime e poder aliviar o sofrimento que sentimos à nossa volta.

Senhor, Mestre do Saber de todos os tempos e lugares,

Não olhes à nossa fraqueza pessoal, à nossa pequenez individual mas à força emergente e benfazeja do nosso querer colectivo. Hoje, aqui estamos, e a nossa bandeira é a fraternidade de todos os seres. Neste vestíbulo do Teu Santuário de Luz, ousamos bater ao Portal Sagrado. Os nossos corações, motivados pelo Amor que aqui nos traz, afinam-se em uníssono na esperança do despertar.

Senhor, Mestre vivente no recôndito mais íntimo do nosso Ser,

Aceita as nossas assinaturas no Livro da Ordem e da Consagração, no Registo dos que se assumem como servidores da Tua Lei. “A Ordem surge do Caos” e, assim, o Recto Caminho conduz-nos das trevas para a Luz.

Aqui, no Recinto Externo, aquietamos os nossos corações e depomos as armas do nosso eu pessoal. Mas, Senhor, Tu que és a Luz do Mundo, Tu que és o Verbo que nos sustenta, Tu Senhor, ajuda-nos a conhecer o Silêncio Maior. Como faremos a ponte para os Mundos do Espírito? Com que substância a iremos construindo?

………………. (alguns segundos de silêncio)……………………

Suave, lentamente, nos sentimos guiados para um Silêncio Imenso, porém, incomensuravelmente poderoso e criativo – o Silêncio Interior, que a Tudo, Tudo abriga. Perante ele – no santuário da Verdade – nos curvamos e pedimos, das Vossas mãos, a ígnea semente. Ela crescerá nos nossos corações, no dia a dia que a este dia se seguirá. Que frutos nos reserva?

-         Na terra imortal foi doada e, ao florescer, irá dotá-la da Luz da Imortalidade, que resplandecerá!…

Sim, já ao longe avistamos a luz – a Luz da Alma perene. Eu, e Tu, e Nós… ouvimos o repicar de sinos, o som melodioso de flautas, de órgãos, de cítaras – o Som inaudito que desperta as almas famintas. Neste Caminho sem margens, lobrigamos, a letras de fogo, as Insígnias Sagradas, apanágio dos Teus Mistérios: Sabedoria – Beleza – Criatividade; Propósito – Fortaleza – Coragem; Firmeza – Modéstia – Constância; Justiça – Equilíbrio – Poder; Serviço – Amor – e Fraternidade. Verdadeiramente, são os nossos próprios passos que as escrevem, que as revelam, trazendo cada marca sofrida na longa e árdua jornada. Sim, cada passo ecoa e acorda em nós a visão da Grande Lei.

Senhor,

Tão longamente temos perambulado pelo mundo; foi tão lento este despertar! Hoje olhamos para o passado e só agora entendemos. Nós somos o próprio Caminho, nós somos a própria Estrada. Nela, não nos podemos perder, porque nos levará até Ti, como está escrito, nas Leis que governam o Cosmos. Na realidade, ditosos somos; por isso, damos graças, e queremos ser dignos da Tua Glória!

Senhor,

Ensina-nos a honrar, em nós, a Tua Divina Morada. Queremos saber purificar o Templo que nos confiaste. Que ele seja sustentado pela Força que de Ti promana e iluminado pela Beleza que de Ti refulge, para que cada um de nós se converta num canal de paz e fraternidade, num pilar de harmonia e virtude, num exemplo e numa fonte de inspiração ao Teu Serviço, para o bem de todos os nossos irmãos.

Senhor, interrogas-nos o que verdadeiramente aspiramos:

-         “Amor e Sabedoria”, dizemos – não por nós mas pelo mundo de quem seremos servidores.

-         “Virtude e Justiça”, dizemos – para semear em todos os corações, a cujas portas incansavelmente bateremos, não como intrusos mas usando a palavra respeitosa e amável que nos concedeste.

Senhor, perguntas-nos se estamos prontos:

-         “Aqui estamos”, dizemos. Unicamente Te rogamos que fortaleças a nossa Vontade, para que se descerrem os véus que toldam a nossa visão. Sabemos que haverá renúncias mas escolhemos a via da purificação e entregamo-nos para as provas do Fogo, da Água, da Terra e do Ar.

Penetraremos no Silêncio dos Teus Mistérios.

…………………….. (alguns segundos de silêncio)…………..

Dentro destes muros, o Amor inebria, alimenta e reina entre os homens. Deixaremos de ser mortais?

Já em breve se anuncia a Aurora e os raios dourados do Sol acordarão a Chama adormecida em cada homem.

Logo mais, a Luz inflamar-se-á, irrompendo da nossa natureza mais interna. Pouco a pouco, tomará conta de nós, guiando os nossos passos pela Senda da Justiça.

À semelhança do Templo de Luxor, o Selo de Deus, o Diadema estrelado refulgirá nas nossas frontes - no frontispício sagrado -, firmando a Aliança entre o Divino e os homens consagrados. E na Luz da eterna Sabedoria, fundaremos o Reino da Paz.

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(1) Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 1ª ed. 2000.

Em seguida, será lido pausadamente um texto (adiante reproduzido), através do qual, em termos que se pretendem muito concentrados mas inspiradores, se visa traçar as grandes linhas do imenso percurso que, desde o início de um Grande Dia de Manifestação Universal (Manvantara) até aos tempos históricos e ao presente, nos fez chegar até aqui. Para compreender o futuro, há que entender o passado que nos direccionou. Para sabermos “para onde vamos” – para onde devemos ir – temos de saber de onde viemos e por que Razão. Com a ajuda desse texto, tentaremos situar e meditar bem sobre as nossas origens, sobre a nossa filiação divina, sobre o sentido da Vida, sobre a imensa Ordem cósmica, sobre os Propósitos evolutivos, sobre a linhagem dourada de Grandes Instrutores e Servidores consagrados, desde um remoto passado até ao presente, e sobre a oportunidade e o dever de trabalhar construtivamente que ombreamos nos nossos dias.

Assim, em combinação com músicas maravilhosamente inspiradoras e sequenciadas - que foram escolhidas com todo o esmero e detenimento para propiciar uma envolvência sublime e para avivar adequadamente cada momento -, ir-se-á pronunciando, com várias pausas destinadas a uma profunda concentração nos mais importantes momentos e significados,  o seguinte texto  (elaborado propositadamente para o efeito):

Da Noite dos Tempos, do Insondável Abismo do Ser Eternamente Imanifestado, um Som Primordial eclodiu, um Ponto irradiante, que tudo continha, se definiu, num novo Dia.

Ele é a Unidade de cada Cosmos, o Pensamento Director de Legiões Infindáveis de Construtores Divinos de Sistemas, Planetas, Esferas, Princípios e Formas de Manifestação, através das quais progredimos, em ritmos ordenados de tempo. Quanto Amor e quanta Sabedoria em cada Criação! A Divindade está em tudo, como fundamento de Ser e de Vida.

O nosso planeta é um Universo no Grande Cosmos. A passagem do Homem pela Terra remonta a Idades Imensas. Seres Divinos foram os Progenitores das nossas formas externas e da nossa Natureza Interna, neste Lar onde estamos, para procurarmos e conquistarmos a Luz.

A Humanidade nunca esteve desamparada no Seu Caminho. Há tempos imemoriais, a Grande Fraternidade foi estabelecida no nosso Planeta, como um Santuário Eterno da Ciência do Espírito, um Farol da Sabedoria Divina, uma Fonte de Esperança que não cessa.

Os Mestres da Hierarquia são os guardiões do Conhecimento Sagrado, os Guias e Instrutores de todos os povos e de todas as Eras. Em nenhum tempo a sua Luz bendita deixou de se espargir sobre a Humanidade sofredora.

Com inalteráveis Sabedoria e Amor, Eles permaneceram ao longo de ciclos de epopeia e quedas civilizacionais, Idades de sombra e Idades abençoadas. Nos Anais da Sagrada Hierarquia, todos os nossos passos estão registados: cada início, cada maturação, cada aprendizagem, cada erro, cada final, cada hecatombe, como nos tempos da Atlântida.

Quando as ondas serenaram, a Arca da Sabedoria aportou nas terras da Grande Índia, berço de uma Nova Idade. Ela foi a Pátria de instrutores de tanta Grandeza como Vyasa, Kapila, Krishna, Patanjali, Gautama, Shankaracharya e Ramanuja, e o berço das mais antigas Escrituras chegadas até hoje. Em sua homenagem, escutemos o Swetasvatara Upanishad – o Upanishad do Cavalo Branco.

A evolução jamais se deteve. Outros grandes Instrutores, em outras latitudes, empunharam a tocha da Ciência Sagrada: Hermes, Zoroastro, Serapis, Orfeu, Pitágoras, Lao-Tsé, Confúcio e tantos outros. A Luz, renascida a Oriente, projectou-se para o Ocidente, brilhou na Grécia Antiga e, na aurora de um novo tempo, Cristo, Maitreya, o Senhor da Compaixão, manifestou-se no mundo, como Mestre sublime, no doce Jesus e no sábio Apolónio e no corajoso São Paulo. Foi cantado por Anjos e homens de boa vontade.

A Sabedoria Crística inspirou incontáveis Servidores, em todos os campos da actividade humana. Procurando a Verdade, vivendo nobremente, difundindo a Luz, eles impulsionaram a marcha do mundo. Na sua consagração à Justiça e ao Bem de todos, eles ofereceram à Causa Sublime os seus corações ardentes, a palpitação do seu Ser. Eles são um exemplo de como pode avançar o Plano Divino.

É sustentados na força consonante de todos esses Servidores, e na Luz Maior do Senhor Cristo Maitreya, sintetizando os nossos melhores anseios, que vamos pronunciar a Invocação Universal (1).

Nós todos, Senhor, Te queremos viver em nós. E assim, invocamos, assumimos e representamos o Teu Amor, a Tua Sabedoria e todos os Teus preciosos dons, para todas as raças, para todas as nações. Que a Tua Luz inunde a Terra inteira!

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(1)    Esta Invocação foi originalmente publicada no livro “Ensinamentos de Maitreya” (Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 1ª ed. 1996). Está interpretada e explicada de forma ampla em outra obra, justamente com o título “A Invocação Universal” (Idem, 1999).

Ao finalizar este texto, entram na sala os 14 grandes estandartes azuis com uma cruz dourada e palavras alusivas a qualidades, atributos e dons do 2ª Raio e do seu grande representante: o Senhor Cristo-Maitreya. (Sobre estes Estandartes, ver o Capítulo “Um Pouco de História”). Num nível superior do recinto, acendem-se taças de fogo.

Alguns dos termos e conceitos usados podem justificar uma explicação, quer no que toca ao respectivo significado, quer no que toca à razão por que foram incluídos no texto. É o que procuraremos fazer em seguida.

Noite dos TemposRefere-se a um Período de Pralaya, de dissolução ou repouso dos Universos. Durante essa Noite Cósmica, toda a Criação, todos os Mundos que existiram circunstancialmente em tempos e lugares relativos, são reassumidos no seio do Absoluto.

Ser Eternamente ImanifestadoÉ a Divindade na Sua natureza Transcendente, Ignota, Inefável, Una, Infinita, Eterna, Incausada e Absoluta – por isso, sempre além de qualquer manifestação relativa ou condicionada. Corresponde às trevas primordiais da Bíblia (trevas do ponto de vista relativo, por serem Luz Ilimitada), ao Parabrahman ou Brahman Nirguna da Vedanta, ao Ain Soph da Cabala, ao Tien-Sin da filosofia chinesa...

Som Primordial O Verbo ou Logos Criador, pelo qual “todas as coisas foram feitas”; é a linguagem que executa o Pensamento Divino.

Novo Dia Um Manvantara, um novo período de actividade Cósmica (ciclicamente alternando com Pralayas ou Noites Cósmicas).

Construtores Divinos As Hierarquias de Seres que, de acordo com o Plano Divino, constróem, sustentam e dirigem todos os pequenos universos (incluindo, pois, os princípios e veículos de consciência do Homem). Colectivamente, no seu agregado, são o próprio Logos ou Demiurgo. Correspondem aos Dhyani-Chohans da Tradição oriental ou aos Tronos, Querubins, Serafins, Arcanjos, etc. da Tradição ocidental. Constituem o dinamismo íntimo das Leis Universais.

A Divindade está em tudo... A Vida, a Consciência e a Substância Divina a tudo permeiam, e nada existe que não esteja compreendido e entretecido nessa unidade.

Passagem do Homem pela Terra Neste texto, refere-se especificamente a este período global na 4ª Ronda da nossa (4ª) Cadeia Planetária.

Progenitores Divinos Refere-se particularmente aos Pitris Solares, Agnishvattas ou Filhos do Fogo -, que formaram o homem interno, “dando-lhe” a inteligência e a consciência, despertando-lhe as naturezas manásica (mental) e búddhica (sabedoria intuitiva) – e aos Pitris Lunares ou Barhishads - que exsudaram de si mesmos o Quaternário Inferior ou natureza externa do ser humano. Ambos são classes de seres excelsos, mas os primeiros muito mais do que os segundos.

Grande Fraternidade, Hierarquia É o Governo Interno do Planeta. Representa uma síntese de energias conscientemente orientadas para fomentar a evolução planetária. Em sentido restrito, é integrada por diferentes graus de Mestres de Sabedoria, estruturados em pirâmide, desde o seu supremo líder – o Senhor do Mundo ou Ancião dos Dias - até uma diferenciação septenária (manifesta, nomeadamente, nos sete Chohans de Raio).

Vyasa Na verdade, reporta-se a uma antiquíssima linhagem de Grandes Instrutores da Índia, entre os quais o compilador e ordenador dos Vedas, o autor do Mahâbhârata e  o fundador da Vedanta.

Kapila O iniciador da Filosofia Sânkhya.

Upanishad Estudos espirituais de imensa sabedoria que, numa grande parte, são de uma remota antiguidade. Citando o “Occult Glossary”, de G.de Purucker, “foi destas maravilhosas obras, tão místicas e quase esotéricas, que mais tarde se desenvolveu o sublimemente filosófico e profundo sistema chamado Vedanta. (...) Os tópicos tratados nos Upanishads são altamente transcendentes, intrincados e complexos (...) A origem do Universo, a natureza das divindades, as relações entre a alma e o ego, as conexões entre os seres espirituais e materiais, a libertação, da entidade evolucionante, dos grilhões de Maya, as questões cosmológicas, tudo isso aí é abordado, regra geral de forma sucinta e críptica. Os Upanishads podem ser vistos como as obras teosóficas exotéricas dos hindus; entretanto, contêm uma vasta quantidade de genuíno conhecimento esotérico”.

Cristo-Maitreya Um Mestre de Mestres, o Instrutor dos Anjos e dos Homens, de todas as nações.

Apolónio (de Tiana) Um Grande Sábio e Reformador que viveu há cerca de 2000 anos. A sua pureza, sabedoria e capacidades taumatúrgicas encheram de reverência grande parte do mundo antigo.

São Paulo O Apóstolo dos Gentios, que transformou o Cristianismo numa Religião de pendor universal e com bases de ciência espiritual, que detinha em muito maior grau do que os restantes apóstolos de Jesus.

 

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