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P e s q u i s a r

Introdução
Um Pouco de História
Considerações Gerais Sobre o Ritual
Entrada
Abertura
Entrada dos Estandartes dos Sete Raios
Visualização
Ritual de Circulação de Luz
Ritual da Consagração ao Serviço
Final
Gratidão
 

 

Ritual da Circulação de Luz

 

RITUAL DE CIRCULAÇÃO DE LUZ

Terminada a Visualização, vem a parte do Cerimonial a que se dá o nome específico de “Ritual de Circulação de Luz”. O Cerimonial como um todo é por vezes também conhecido com este nome, visto que esta particular fase foi uma das suas matrizes iniciais.

No Altar, representando Shamballa (ou o Governo Espiritual do Mundo), figurarão, numa mesa quadrada, três taças onde virão a estar três fogos acesos (correspondendo aos fogos da Tríade sagrada).

Após a pronúncia colectiva da Invocação Planetária (1), um dos membros do C.L.U.C. erguerá uma espada, símbolo de Vontade e Determinação pioneira, dizendo: “Que o apelo da Humanidade ressoe nas esferas superiores; que o Raio ígneo da Vontade Divina rasgue o caminho para a manifestação do Amor; que a luz do Cristo desça sobre nós!”. Então, outro dos oficiantes acenderá as três taças.

No momento em que se inflama a 3ª taça (reportada ao 3º Raio de Aspecto), acender-se-ão simultaneamente, nos quatro cantos da sala, archotes que simbolizarão o quaternário inferior (ou os quatro Raios de Atributo ou, ainda, os Arcanjos dos quatro pontos cardeais, de que fala a Tradição Esotérica), completando-se, assim, os Sete Princípios (macrocósmicos ou microcósmicos). Temos, deste modo, a representação das grandes coordenadas cosmogónicas da construção dos mundos, na sua diferenciação septenária, e do correspondente e analógico desdobramento das potencialidades monádicas. (Importa referir que todos os passos anteriormente descritos são feitos em exacta consonância com as sucessivas nuances de um extraordinário tema musical).

Logo em seguida, os três representantes do C.L.U.C. acenderão, na respectiva taça que lhes corresponde, três grandes velas de cores simbólicas: 1º Aspecto (Pai) – azul; 2º Aspecto (Filho) – dourada; 3º Aspecto (Espírito Santo) – rosa. Seguidamente, erguem-nas ao alto, formando as arestas de uma pirâmide triangular, cujo vértice superior reúne as três chamas unidas numa só, pronunciando a seguinte fórmula mântrica em uníssono: “Que a Luz desça sobre a Terra. Que o Plano se cumpra!”.

A grande vela dourada (representando o Filho ou Cristo) avança até ao centro da sala e acende a primeira vela dos participantes (situada a Nascente). Todos os integrantes do Ritual possuem uma pequena vela violeta (a cor do 7º Raio, que presidirá à Nova Era – ou Era de Aquário – que iniciamos, e que nos regerá nos próximos dois milénios). Este primeiro participante comunica, então, o fogo ao que o sucede à sua esquerda (dizendo, nessa altura, “Faça-se Luz!”) e assim se procederá sucessivamente, até todos terem as suas velas acesas. O efeito conjunto de tantas velas acesas é de grande magnificência e pujança. Saliente-se que, nesta altura, a sala estará obscurecida, pelo que o impacto da luminosidade das velas é verdadeiramente notável. Ressalta a ideia de que é possível iluminar o mundo com a Luz Crística do Amor e do Conhecimento Sagrado. Tudo isto é acentuado pela sequência das músicas de fundo, sempre cuidadosamente escolhidas.

No entretanto, as velas azul e rosa são colocadas nos extremos laterais do altar, permanecendo como dois pilares representativos do Espírito e da Matéria; a vela dourada é depositada no centro da sala, frente a uma grande taça repleta de água (que será posteriormente consagrada), com a pronúncia da frase “O Cristo no mundo dos homens” (ou seja, a expressão da Presença Crística na Humanidade). Segue-se um momento de absoluto silêncio e interiorização (cerca de dois minutos), após o que é pronunciado o Mantram de Circulação de Luz (2).

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(1)   Originalmente publicada no “Livro da Anunciação” (Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 1ª ed. 1988)

(2)   Originalmente publicado em “Pérolas de Luz, Vol. II” (Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 1ª ed. 1991)

No final, enquanto toca a conhecida música “Jerusalém”, e todos os participantes erguem as suas velas acesas, os três oficiantes e as quatro irmãs que se encontram nos cantos da sala avançarão simultaneamente (os primeiros em linha recta; aqueles últimos, em diagonal) até ao centro da sala com archotes acesos. Aí depois de efectuarem alguns movimentos, de sentido oposto (1), em forma de dois círculos concêntricos, terminarão por se posicionar de modo a que se constitua um triângulo rodeado por um quadrado  ( simbolizando a Tríade superior envolta pelo quaternário, ou quatro corpos da personalidade, e ainda, noutra perspectiva, os Três Raios Maiores ou de Aspecto envoltos pelos quatro Raios de Atributo).

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(1)   Três giram no sentido dos ponteiros do relógio; quatro, no sentido contrário.

 

 

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