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P e s q u i s a r

Introdução
Um Pouco de História
Considerações Gerais Sobre o Ritual
Entrada
Abertura
Entrada dos Estandartes dos Sete Raios
Visualização
Ritual de Circulação de Luz
Ritual da Consagração ao Serviço
Final
Gratidão
 

 

Ritual da Circulação de Luz

INTRODUÇÃO

O Centro Lusitano de Unificação Cultural realiza anualmente em Junho, regra geral no Domingo mais próximo do Plenilúnio, uma cerimónia ritualística e um trabalho de irradiação espiritual, que constituem um evento mundial único e de capital importância nesta época.

Desde a mais remota antiguidade, os chamados Mistérios consignavam dramatizações (teatralizações) plenas de significado e de potências apelativas do acordar espiritual da Humanidade. Representavam elas o desfilar descritivo da longa Caminhada humana face ao Divino, em busca da Iluminação libertadora das duras provações terrenas.

Mais próximo dos nossos dias, igualmente vemos os temas sagrados serem cantados e musicados em Óperas portadoras do dom da exaltação dos mais nobres anseios humanos. A Arte – verdadeiramente, uma Ciência da Criatividade do Espírito – sempre reverenciou o Sagrado. Hinos de Louvor, Contos Épicos, Epopeias da nossa Trajectória espiritual foram registados por poetas e cantores, por escritores e músicos, por bailarinos e compositores, por pintores e escultores e arquitectos...

A verdadeira Arte, como linguagem privilegiada com o Divino, não pode ser dissociada do sentido de Ritual. E este está presente na liturgia de todas as religiões de todos os tempos, e em cada acto intimista espiritual - em cada prece, em cada recolhimento, em cada meditação, em cada busca e em cada olhar em direcção ao Alto. As grandes Catedrais (e outros majestosos Monumentos de religiosidade) foram gloriosos Hinos de Louvor congregados, cristalizados na pedra. As Pinturas renascentistas, a Escultura, as grandes Árias, as grandes Composições musicais, tudo isso mais não era do que o reflexo da pujante semente espiritual que dignifica, que – a pouco-e-pouco - diviniza o Homem. Sem lugar a dúvidas, o culto do Belo era, então, nobre e superiormente inspirado e susceptível de elevar e enaltecer os corações mais embrutecidos.

Este Ritual é, também ele, um Hino de Louvor – com o que de melhor e mais belo temos e sabemos oferecer. É um Hino reverente pelo Sagrado. É um Hino de gratidão e de exaltação sublimada e comungante – por muitos, muitos irmãos unidos na mesma aspiração de Conhecimento Espiritual e de Serviço.

Numa tal ambiência, o contacto e, mais ainda, a consciencialização e a vivência de cada significado cosmogónico, ali representado naquele momento, reforça a sua transferência e impregnação duradoura em todos os elementos e símbolos ritualísticos, dotando-os de força magnética inspiradora e evocativa dessas mesmas realidades nos níveis superiores. Um Ritual tem, pois, a virtualidade de irradiar energias benfazejas e úteis para o despertar da Consciência, e as suas marcas indeléveis (no substracto etérico), ordenadas e harmónicas que são, comunicam-se aos presentes permanecendo os seus efeitos duradouramente no tempo.

A partir de uma estrutura basilar concebida em 1993, o Ritual que o CLUC organiza tem constituído um Trabalho de progressiva materialização e aperfeiçoamento, numa aproximação sublime de um Superior Impulso – de um Superior Arquétipo – que foi confiado à Humanidade nesta etapa tão lapidar do seu percurso evolutivo. O todo é magnífico e impressivo.

Como dissemos já, a expressão sublime de uma Beleza evocadora de realidades espirituais é um caminho privilegiado para alcandorar o ser humano a níveis de consciência e percepção onde pode contactar realidades profundas. A contemplação e a vivência conjuntas, grupais, de esplêndidas manifestações estéticas é capaz de congregar uma ambiência suficiente para atrair energias de um poder e luminosidade que, de outra forma, muito dificilmente se lograriam obter. Por isso, neste Ritual, tanto cuidado é posto numa escolha primorosa das músicas, das cores, dos símbolos, dos materiais, da beleza de todos os passos.

Entretanto, o que existe neste Cerimonial não é uma simples estética formal. Cada um dos elementos não estão ali presentes somente porque são bonitos mas como forma de expressar etapas Cosmogónicas (ou seja, a Criação e Evolução dos Mundos), grandes realidades psicológicas, paradigmas de progresso individual e colectivo. Qualquer passo é representativo de uma Coordenada do Grande Todo Universal ou do Homem como Ser Integral, holístico. Todo o simbolismo é revelador de uma vasta e profunda Ciência Espiritual, que subjaz a toda a Cerimónia – mesmo onde esta implica comoção e deslumbramento – e é importante dar a conhecer esse simbolismo e interpretar o seu significado. É este o grande propósito deste livro.

 

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